Seja bem vindo !
CULTS E RARIDADES MUSICAIS
UM SITE DIRECIONADO A QUEM PROCURA DICAS E INFORMAÇÕES SOBRE MÚSICAS E LANÇAMENTOS EM CD DE GRUPOS E/OU INTÉRPRETES CONSIDERADOS "CULTS" OU ELITISTAS E DE ALTÍSSIMA QUALIDADE, EM TODAS AS ÁREAS DA MÚSICA POPULAR: ROCK ALTERNATIVO(INDIE), INDIE LO-FI, JAZZ, BOSSA NOVA, MÚSICA ELETRÔNICA, R&B, WORLD MUSIC, ETC...
Tradutor do Google
CURTA nossa pĂĄgina no Facebook

TOP 10

     " Clique abaixo na mĂșsica
      escolhida para escutĂĄ-la "

DISCOS DO MÊS

SHOWS

ALTA FIDELIDADE

TELEGRÁFICAS URGENTES

HALL OF FAME

ARTES E CINEMA

BIOGRAFIAS

FILOSOFIA, POLÍTICA, SAÚDE & OUTRAS CIÊNCIAS

POESIAS PESSOAIS

OUTRAS RESENHAS

NEW AGE

ARTES & CINEMA
13/03/2016

Exposição no CCBB - S. Paulo

MONDRIAN E O MOVIMENTO DE STIJL


MONDRIAN E O MOVIMENTO DE STIJL

 

 

 

O pintor holandês Piet Mondrian (1872-1944), criador do movimento artístico modernista conhecido como neoplasticismo e alguns expoentes do chamado Movimento de Stijl – do qual Mondrian foi colaborador - têm sua obra exposta nas dependências do Centro Cultural Banco do Brasil em S. Paulo, até 04 de abril e constitui a oportunidade imperdível de conferir a mais completa exposição sobre o artista e o Movimento de Stijl, na América Latina.

 

Mondrian foi um artista aberto a influências diversas, que buscava dar sua contribuição à arte com algo muito especial. A característica excepcional de sua arte é a progressividade; para ele, a arte era muito mais do que simplesmente a representação do real. Seu objetivo era maior:  uma utópica harmonia universal de todas as artes. Ele encontrou fundamento para suas idéias na teosofia, o movimento espiritual que rejeita o materialismo em busca de uma sabedoria interior não atingida pelo desenvolvimento da mente. Desde o início, Mondrian se dedicou à busca de uma harmonia radical, que o levaria, no final, a uma arte abstrata. Seus trabalhos no período de 1911 a 1918 refletem a caminhada dele na direção do novo estilo pictórico, que em 1917 ele denominava neoplasticismo , a expressão plástica do que o pintor considerava ser o reconhecimento da emoção e da beleza cósmica

 

Também em 1917 foi fundada a revista De Stijl que se iniciou como movimento de arte e terminou como uma idéia que se infiltrou no próprio tecido da cultura moderna. Foi a mais importante contribuição da Holanda para a cultura global do século XX. Desenvolveu-se uma rede: a parceria entre artistas, arquitetos e designers seria o antídoto do individualismo da época. A abstração radical revelaria o moderno e transformaria a vida em arte. Não era uma organização rígida e hierárquica e facilmente adquiriu dimensão internacional. A publicação foi fundada pelo escritor, poeta e crítico de arte Theo Van Doesburg e tinha como intenção reunir o que havia de mais moderno em termos de arte, arquitetura, ofícios, design, música e literatura, a cada mês.

 

Os artistas da De Stijl elaboravam um tipo de arte total, usando cores primárias, para criar obras sem restrições, claras e limpas, como eles imaginavam o futuro. O potencial radical da arte anunciava uma sociedade futura aberta e receptiva a mudanças. As pinturas abstratas de Mondrian, ícone desse movimento, eram o modelo da nova consciência. Ao contrário do Bauhaus, o movimento que mudou radicalmente o design alemão nas décadas de 1920 e 1930, os artistas da De Stijl não buscavam a padronização. Eles se empenhavam em encontrar soluções específicas e desafiadoras para determinadas pessoas, espaços ou circunstâncias, tanto na arquitetura como no mobiliário ou na pintura.

 

Gerrit Rietvel, autor da famosa “ Cadeira Vermelho Azul”, também projetou uma casa revolucionária na cidade holandesa de Utretcht, cujas paredes internas poderiam ser reposicionadas e na qual o espaço era interpretado de forma “aberta”. Espaço e luz eram essenciais para o projeto, uma vez que se destinavam a tornar a vida dos residentes aberta, flexível, simples e comunitária.

 

A exposição, além de mostrar o caminho de Mondrian, da figuração à abstração, que culmina nos seus famosos retângulos coloridos, sempre nas cores primárias, apresenta também documentários, fotografias, publicações da época, maquetes e mobiliários de seus companheiros da revista holandesa De Stijl e pode ser apreciada com um discreto fundo musical jazzístico, a grande paixão de Mondrian.

 

Foram  05 anos de difíceis negociações para que o Museu de Haia, emprestasse por um ano as obras de sua prestigiada coleção (além das pinturas de Mondrian, as criações em diversos meios – fotografias, design, arquitetura e topografia – de outros importantes artistas ligados ao Movimento De Stijl, como o arquiteto Gerrit Rietveld , o designer Piet Zwart e o pintor Bart van der Leck)  para a exposição brasileira.

 

Por tudo isso, essa  é uma exposição histórica e extraordinária e a possibilidade de apreciar em sua plenitude o trabalho revolucionário e genial do artista e do Movimento de Stijl, que,  após 04 de abril, seguirá para Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, onde encerrará sua itinerância em solo brasileiro, em janeiro de 2017.

 

 

 







46 post(s) encontrado(s)

[1] [2] [3] [PrĂłxima]


REDE SOCIAL


CURTA nossa pĂĄgina no Facebook    

NAVEGAÇÃO

CONTATO

 

PAULO MONTEIRO

(11) 98664-8381

(48) 9629-4000

cultseraridades@gmail.com