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20/04/2016

CrĂ­tica CinematogrĂĄfica do novo filme de Paolo Sorrentino, feita pelo CrĂ­tico Francisco Russo

"YOUTH (La Giovinezza)"


"YOUTH (La Giovinezza)"

O cinema por vezes oferece momentos em que é necessário se entregar ao que é exibido na tela, simplesmente sentir a emoção emanada. São momentos de catarse, raríssimos, provocados por uma beleza tão intensa onde nada mais há a ser feito além de aproveitar, e agradecer, o que é visto. “Youth  (La GIovinezza)” , novo filme de Paolo Sorrentino, atingiu este apogeu.

 

Trata-se de um filme simplesmente deslumbrante. É bem verdade que há uma boa dose de A Grande Beleza neste novo trabalho, especialmente no formato. Assim como acontece em seu longa anterior, premiado com o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, Sorrentino dá atenção especial à ambientação mas, desta vez, sem esquecer dos personagens. A associação entre os dois filmes surge logo nas cenas iniciais de ambos: em A Grande Beleza, uma festa agitada; em Youth, a imagem de uma cantora em cima de um palco giratório. Em ambos, a música e a vitalidade que ela traz como papel importante na construção daquele universo. Há mais.

 

O que logo chama a atenção é a fotografia em tom poético de Luca Bigazzi, buscando retratar os hóspedes e funcionários de um luxuoso hotel como se estivesse à espreita, acompanhando atentamente tudo o que acontece para que se possa conhecer um pouco de cada integrante desta fauna bem particular. Sem nomeá-los ou dando voz aos mesmos, apenas pelos movimentos. Nasce então um ambiente hipnótico, também existente em A Grande Beleza, onde Sorrentino captura a sua atenção e curiosidade. Há ainda a belíssima paisagem, próxima aos Alpes suíços, que ressalta o quão requintado é o local. Há mais.

 

Se em A Grande Beleza cabia a Toni Servillo o papel de mestre de cerimônias em uma Roma decadente, em Youth o posto principal é dividido entre Michael Caine e Harvey Keitel. Amigos de longa data, estão hospedados no hotel e representam posturas diferentes em relação ao modo de conduzir a emoção. Se Keitel é mais atirado, o típico cineasta apaixonado que se entrega de corpo e alma a cada novo filme, Caine é um músico aposentado que aparenta ter também deixado as emoções de lado. Há ainda uma terceira personagem importante, coadjuvante, interpretada por Rachel Weisz, cujo olhar afetuoso impressiona. É o trio que conduz o longa-metragem, seja através dos anseios e angústias de cada um ou do mero observar do que os rodeia. Todos em ótimas e emocionantes atuações, com momentos individuais de brilho intenso. Há mais.

 

Assim como aconteceu em A Grande Beleza, que trazia uma ligação com “A DoceVida”, Youth também oferece conexões com outro clássico do cinema italiano: “Oito e Meio”, de Federico Fellini. A associação mais óbvia é a caracterização de Michael Caine, cujo cabelo, óculos e chapéu remetem ao visual empregado por Marcello Mastroianni no filme de 1963. Além disto, ambos trazem cineastas em plena crise artística. O cinema, como paixão e indústria, é um dos vários temas importantes abordados no longa-metragem e rendem duas sequências impactantes: uma extremamente cínica (e bastante realista em relação às séries de TV), que conta com a participação marcante de Jane Fonda, e outra onírica, uma belíssima homenagem, onde surgem várias mulheres marcantes da sétima arte. Há mais.

 

Na verdade, o cinismo surge como elemento essencial em diversos momentos do longa-metragem, especialmente ao avaliar pessoas e situações. O roteiro traz uma ironia permanente que rende tiradas deliciosas, envolvendo especialmente o show business - há um clipe musical exageradíssimo que, curiosamente, é estrelado por uma cantora realmente excêntrica, Paloma Faith. Personificações de Maradona e Hitler também surgem em cena, numa sátira ao que representam, assim como o que se imagina de uma Miss Universo – todos hilários! O roteiro ainda reserva declarações de amor de uma delicadeza impressionante, vindas das revelações feitas por Michael Caine. Há mais.

 

Youth oferece ao espectador um punhado de sequências lindas e líricas, que encantam. A trilha sonora de David Lang é elegante e rende momentos avassaladores, como o desfecho estrelado por Michael Caine e a participação da soprano sul-coreana, Sumi Jo. Por mais que em determinado momento ridicularize o cinema, Sorrentino oferece também uma devoção absoluta à sétima arte que, mais uma vez, impressiona. Entretanto, por mais elogios que possam ser citados neste texto, ainda assim não é possível transcrever com exatidão a experiência cinematográfica que é assistir Youth. Veja, assim que possível. Daqueles filmes que não apenas emocionam, mas repercutem na memória por um bom tempo. Apoteótico!

 

 

      Crítica  Cinematográfica  feita   integralmente  pelo  Crítico de  Cinema  FRANCISCO  RUSSO







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