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06/05/2015

JOHN MAYNARD KEYNES


JOHN MAYNARD KEYNES

 

 

 

 

 

 

O britânico, John Maynard Keynes (1883-1946) é um dos titãs da história da economia. Para o historiador inglês, Richard Davenport, que acaba de publicar a biografia de Keynes, “The Universal Man: The seven lifes of John Maynard Keynes” e é protagonista de uma sensacional entrevista nas Páginas amarelas da revista Veja desta semana (6 de maio de 2015), o grande economista, com sua inteligência analítica, seu amor pela arte, sua habilidade social e sua capacidade para influir na política, foi “um homem universal”, muito maior do que as interpretações correntes de seu pensamento, chegando ao ponto de, em vida, antevir os equívocos que viriam e dizer: “Chamo-me Keynes,mas não sou keynesiano”.

 

De fato, como muito bem esclarece a entrevista do notável historiador, houve um período, nos anos 80 e 90, em que se formou uma imagem de Keynes como inimigo do capitalismo, o que, segundo Davenport, que leu TODOS os escritos de Keynes, seria um completo nonsense, pois na verdade Keynes dirigiu seus esforços para a melhora do capitalismo, jamais para a sua destruição ou superação. Muito pelo contrário, segundo o autor, o capitalismo é o sistema mais eficiente que a humanidade já conheceu (incluindo aí o Socialismo). O objetivo é o aperfeiçoamento do sistema, de modo que se una o altruísmo social (através do Estado) com os instintos do ganho individual (através da livre iniciativa privada). Segundo o autor, a intervenção estatal na economia é necessária porque essa união não ocorre por vias naturais, graças a problemas do Livre Mercado  - desproporcionalidade entre a poupança e o investimento e o "estado de ânimo" ou o "espírito animal", dos empresários. 

 

Autor da “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, uma das obras basilares da Economia, no século passado, o keynesianismo é um conjunto de idéias que propunham a intervenção estatal na vida econômica com o objetivo de conduzir a um regime de pleno emprego e defendia uma política econômica de Estado  intervencionista, através da qual os governos usariam medidas fiscais e monetárias para mitigar os efeitos adversos dos vários ciclos econômicos recessão, depressão e booms.

 

No entanto, sempre foi, na verdade um ferrenho antimarxista; para ele, as ideias de “O Capital” eram rígidas e ultrapassadas, provenientes de um livro obsoleto e sem nenhuma possiblidade de aplicação no mundo moderno, De acordo com Davenport, Keynes acreditava no individualismo, na competição, na liberdade e nas Artes. Não na burocracia, no comunismo e na regulação excessiva da economia, ou de qualquer outro aspecto da vida; Keynes amava a beleza e o prazer e desejava que todos tivessem acesso a essas coisas, tanto assim que dedicou um tempo precioso a conseguir dinheiro para criar o Arts Council e financiar a Royal Opera House, a National Gallery e a Portrait Gallery.

 

Na ocasião de seu falecimento, em princípios de 1946, ele era o economista líder não somente da Inglaterra, mas do mundo. Foi um teorista brilhante, mas considerava a teoria principalmente como um guia para diretrizes de política econômica. Assim, talvez mais do que qualquer um outro indivíduo, Keynes é o responsável pelo retorno ao que afinal se conhecia como "economia política”. Brilhante e sedutor, participou ativamente do Grupo de Bloomsbury, formado por artistas e escritores como Virginia Woolf, e teve vários relacionamentos com ambos os sexos ao longo de sua vida, sendo o mais notável aqueles que teve com o pintor escocês, Duncan Grant e o que manteve com a bailarina russa Lydia Lopokova, uma das estrelas do Ballet Russe de Diaguilev.

 

Keynes foi o inglês mais inteligente de sua geração; além da capacidade analítica incomum, ele abordava os problemas por ângulos sempre novos e não receava mudar de ideia.

 

 

* * Texto livremente inspirado pela Entrevista dada pelo Historiador Richard Davenport e publicada na Revista Veja em 06/05/2015 (edição 2424 – ano 48  # 18) 

 







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