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22/03/2016

Biografia e Extratos de uma Entrevista com o Diretor José Padilha

JOSÉ PADILHA


JOSÉ PADILHA

 

 

 

José Padilha (1967) é um cineasta,roteirista, documentarista e produtor cinematográfico carioca. Graduado em Administração de Empresas pela PUC, estudou Economia Política, Literatura Inglesa e Política Internacional em Oxford, Inglaterra.

Fundou em 1997, com o fotógrafo e diretor Marcos Prado, a Zazen Produções. Seu primeiro roteiro produzido foi o documentário para a televisão Os carvoeiros, em 1999. Sua estréia como diretor de cinema foi no premiado documentário Ônibus 174, de 2002. Seu primeiro longa de ficção foi o sucesso Tropa de Elite, em 2007.

Em 2008, Padilha foi incluído na lista 10 Directors to Watch da revista Variety

Padilha tem se dedicado a expor a violência e o crime que permeiam a sociedade brasileira; também responsável pela série Narcos da Netflix, que conta sobre a ascensão de Pablo Escobar, o maior traficante da Colômbia, e dos esforços das DEA para derrubar seu cartel, Padilha, que vive nos Estados Unidos com a mulher e o filho, continua atento a outra modalidade de crime bem conhecida nossa: a corrupção.

Após confirmar que um de seus próximos trabalhos para a TV internacional será sobre a Operação Lava Jato, ele deu uma entrevista sensacional à Revista Veja, da qual extraio os principais assuntos por ele abordados:

 

P : O que a futura série dirá sobre a tese, tão alardeada pelo PT  de que a Lava-Jato tem viés político?

 

R : Não tem viés político nenhum . É uma operação policial e ponto. Para entender o que está ocorrendo hoje no Brasil, é preciso tirar a cortina de fumaça que nubla os fatos.É o que está acontecendo de concreto. Em torno disso, tem muita espuma: a tentativa de transformar um fenômeno de natureza policial e legal num embate político. Toda vez que que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSD também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia.

 

P : Num artigo recente, o senhor encontra uma explicação psicanalítica para tantos artistas e intelectuais não aceitarem as evidências contra Lula e o PT. Por que essas pessoas vivem, como o senhor diz, em negação?

 

R : É um fenômeno psicológico que foi primeiro estudado pela Psicanálise, por Freud e sua filha Anna. Quando você constrói uma imagem pública em torno de uma ideologia e assume publicamente posturas a favor de determinado grupo político e depois descobre que estava errado, há duas opções: aceitar seu erro ou fingir que nada aconteceu. A maioria dos intelectuais preferiu fingir que nada de errado está ocorrendo com o partido e seus dirigentes. É um mecanismo de defesa psicológico. Meus amigos são cineastas, atores e escritores, muita gente da esquerda, enfim. E decidi alertá-los: camaradas, acordem. Se vocês valorizam suas crenças, afastem-se do Lula. No momento, curiosamente já detecto que a negação passou para outro patamar.

 

P : Qual seria?

 

R : Cada vez há menos negação total. Agora, quando confrontados com o erro que foi acreditar que o PT é um partido e não uma quadrilha, os artistas e intelectuais apelam para dois subterfúgios. O primeiro é afirmar que a presidente Dilma não roubou “ como pessoa física” , embora seja evidente que a campanha eleitoral de Dilma foi beneficiada por um propinoduto – disso a Lava-Jato não deixa a menor dúvida. Embora seja grave roubar para si próprio, é ainda pior roubar para fraudar o processo democrático.

 

P : E qual seria o segundo subterfúgio?

 

R : É a tática diversionista: responder que o PSDB também roubou. Ora, se foi assim, vamos investigar o PSDB, não livrar o PT.

 

P : Com o conhecimento de causa de quem fez Garapa, um documentário sobre os miseráveis, o senhor concorda com a alegação do PT de que nenhum partido fez mais pelos pobres?

 

R : Discordo. Dois processos reduziram significativamente a pobreza no Brasil. O primeiro foi o fim da inflação, com o Plano Real. Depois, no primeiro mandato de Lula, surgiu a ampliação do Bolsa Família, que já existia no governo FHC. Sempre entendi o Bolsa Família como uma forma de reverter o dano histórico do processo inflacionário. Mas, essas duas coisas só foram viáveis por causa de uma terceira: o controle das contas públicas, basicamente montados nos governos do PSDB. No entanto, do segundo governo do Lula em diante, o PT começou a desmontar esses avanços. No fim do governo do PT, o brasileiro vai estar de volta ao ponto em que estava quando o Lula foi eleito. Se não estiver pior.

 

P : O senhor já declarou que o Brasil é “ uma barbárie”. Em que medida isso pesou na troca do Rio por Los Angeles?

 

R : Tenho visto muita gente se mudar do Brasil para os Estados Unidos. Eu amo o Brasil, mas cada vez fica mais difícil para mim viver aí. Hoje para andar de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas, eu teria de botar uma roupa de samurai, para não levar uma facada pelas costas.

 







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