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24/04/2016

Biografia e alguns pensamentos do grande pensador espírita francês

LÉON DENIS


LÉON DENIS

Resultado de imagem para o problema do ser do destino e da dor

 

 

Léon Denis : ( 1846 -  1927) foi um pensador espírita, médium e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e de Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas conseqüências no campo da ética nas relações humanas. É conhecido como sendo o "consolidador do Espiritismo" em toda a Europa, bem como "apóstolo do Espiritismo", dadas as suas qualidades intrínsecas de estudioso do Espiritismo.

 

 

Foi um crítico implacável da ideologia socialista que estava em seu apogeu na Europa, na época em que viveu, por julgá-la contrária às leis que dirigem o destino do homem. Segundo ele, para a ideologia socialista o homem interior não existe: a coletividade o absorve por completo, Para esse grande pensador espírita, os princípios adotados pelo socialismo não passam de uma negação de toda filosofia elevada e de toda causa superior e não fazem nada mais do que deslocar os apetites, as ambições, as causas das doenças e substituir as opressões do passado por um despotismo novo, ainda mais intolerável. Ele exemplificava isso com o exemplo da Rússia, já naquela época.

 

 

Léon Denis afirmava também que "a verdade assemelha-se às gotas de chuva que tremem na extremidade de um ramo; enquanto ali estão suspensas, brilham como diamantes puros no esplendor do dia; quando tocam o chão, misturam-se com todas as impurezas. Tudo o que nos chega do Alto corrompe-se ao contato com a terra; até o íntimo do santuário o homem levou suas paixões; as suas concupiscências, as suas misérias morais. Assim em cada religião o erro, fruto da terra, mistura-se à verdade que é o bem dos céus”.

 

 

Léon Denis trabalhava em seu novo livro O Gênio Celta e o Mundo Invisível quando foi acometido pela pneumonia, e com a ajuda de duas secretárias, conseguiu concluir a obra. Morreu na manhã de 12 de abril de 1927 em sua casa.

 

 

ALGUNS   PENSAMENTOS   DE LÉON DENIS

 

 

“Uma observação dolorosa surpreende o pensador na velhice quando ele reconhece que o ensinamento ministrado pelas instituições humanas em geral – religiões, escolas, universidades –, se nos ensinam muitas coisas supérfluas, em compensação não nos ensinam quase nada do que mais temos necessidade de conhecer para a nossa conduta: a direção da existência terrestre e a preparação para o além. Aqueles a quem cabe a alta missão de esclarecer e guiar a alma humana parecem ignorar sua natureza e seus verdadeiros destinos.

 

Nos meios universitários, uma completa incerteza ainda reina sobre a solução do problema mais importante com que o homem se defronta no decorrer de sua passagem pela Terra. Essa incerteza se reflete em todo o ensino. Uma boa parte dos professores e pedagogos afasta sistematicamente de suas lições tudo o que se refere ao problema da vida, às questões de seu objetivo e finalidade. Encontramos a mesma dificuldade nos líderes religiosos. Por suas afirmações desprovidas de provas, conseguem comunicar às almas sobre as quais têm responsabilidade apenas uma crença que não responde mais à lógica de uma crítica sã nem às exigências da razão. A rigor, na universidade, assim como na Igreja, modernamente a alma encontra somente obscuridade e contradição em tudo que diz respeito ao problema de sua natureza e de seu futuro. É a esse estado de coisas que é preciso atribuir, em grande parte, os males de nosso tempo: a incoerência das idéias, a desordem da consciência, a anarquia moral e social. A educação dispensada às gerações é complicada: não lhes esclarece o caminho da vida e não as estimula para as lutas da existência. O ensino clássico habilita a cultivar, a ornar a inteligência, mas não ensina a agir, a amar, a se dedicar nem a alcançar uma concepção do destino que desenvolva as energias profundas do eu e oriente nossos impulsos, nossos esforços, para um objetivo elevado. No entanto, essa concepção é indispensável a todo ser, a toda sociedade, porque é o sustentáculo, a consolação suprema nas horas difíceis, a fonte das virtudes atuantes e das altas inspirações.

 

No entanto, mesmo após tantos séculos de estudo e trabalho, a filosofia da escola ainda é apenas uma doutrina sem luz, sem calor, sem vida . A perturbação e a incerteza que verificamos no ensino repercutem e se encontram em toda ordem social. Daí o desânimo precoce e o pessimismo desanimador, doenças das sociedades decadentes, ameaças terríveis para o futuro, às quais se acrescenta o ceticismo amargo e zombeteiro de tantos jovens que acreditam apenas no dinheiro e honram apenas o sucesso.”

 

 

“A origem de todos os nossos males está em nossa falta de saber e em nossa inferioridade moral. Toda sociedade permanecerá fraca e dividida enquanto a desconfiança, a dúvida, o egoísmo, a inveja e o ódio a dominarem. Não se transforma uma sociedade por meio das leis. As leis e as instituições não seriam nada sem os costumes, sem as crenças elevadas. Quaisquer que sejam a forma política e a legislação de um povo, se ele possui bons costumes e convicções firmes, será sempre mais feliz e mais poderoso do que um outro povo de moralidade inferior.”

 

 

“É verdade que as Igrejas, apesar de suas fórmulas antiquadas e de seu espírito contrário ao progresso, ainda agrupam ao redor de si muitas almas sensíveis; porém, tornaram-se incapazes de afastar o perigo pela impossibilidade em que se colocaram de fornecer uma definição precisa do destino humano e do além, apoiada em fatos comprovados. A humanidade, cansada de dogmas e de especulações sem provas, mergulhou no materialismo ou na indiferença. Não há salvação para o pensamento, senão por uma doutrina baseada na experiência e no testemunho dos fatos.“

 

 

“A educação, sabemos, é o fator mais poderoso do progresso; ela contém a origem do futuro. Mas, para ser completa, deve se inspirar no estudo da vida sob suas duas formas alternantes, visível e invisível, em sua plenitude, em sua evolução crescente em direção aos cimos da natureza e do pensamento. Os mestres dirigentes da humanidade têm um dever imediato a cumprir. É o de recolocar o espiritualismo na base da educação, de trabalhar para refazer o homem interior e a saúde moral. É preciso despertar a alma humana, adormecida por uma teoria destrutiva, mostrar-lhe seus poderes ocultos, fazê-la ter consciência de si mesma, para realizar seu glorioso destino. “

 

 

“A ciência moderna analisou o mundo exterior; suas descobertas no universo objetivo são profundas: isso será sua honra e sua glória; mas ainda não sabe nada sobre o universo invisível e o mundo interior. É esse o império ilimitado que lhe resta conquistar. Saber por quais laços o homem se liga ao conjunto, descer às sinuosidades misteriosas do ser, onde a sombra e a luz se misturam como na caverna de Platão, percorrer seus labirintos, os redutos secretos, procurar conhecer o “eu” moral e o “eu” profundo, a consciência e a subconsciência: não há estudo mais necessário que esse. Enquanto as escolas e as academias não o tiverem introduzido em seus programas, nada terão feito pela educação definitiva da humanidade”

 

 

 

“Muito se fala sobre progresso, mas o que se entende por progresso? É uma palavra vazia e sonora na boca dos oradores, para a maior parte dos materialistas, ou possui um sentido determinado? Vinte civilizações passaram sobre a Terra, iluminando com suas luzes a marcha da humanidade. Seus grandes focos brilharam na noite dos séculos e depois se apagaram. E o homem ainda não distingue, atrás dos horizontes limitados de seu pensamento, o além sem limites para onde o destino o leva; sem condições de solucionar o mistério que o rodeia, usa sua força nas obras da Terra e foge aos esplendores de sua tarefa espiritual, que fará sua verdadeira grandeza. A fé no progresso não caminha sem a fé no futuro, no futuro de cada um e de todos. Os homens só progridem e só avançam se acreditarem nesse futuro e se marcharem com confiança, com certeza, para o ideal entrevisto. O progresso não consiste somente nas obras materiais, na criação de máquinas poderosas e de todo equipamento industrial; não consiste, igualmente, em descobrir processos novos de arte, de literatura ou de formas de eloqüência. Seu objetivo mais alto é agarrar, atingir a idéia primordial, a idéia-mãe que fecundará toda a vida humana, a fonte elevada e pura de onde derivarão, ao mesmo tempo, as verdades, os princípios, os sentimentos que inspirarão as obras importantes e as nobres ações. Tudo nos diz isso: o universo é regido pela lei de evolução; é isso o que entendemos pela palavra progresso.”

 

 

“Acontece que as doutrinas do socialismo atual têm um erro essencial. Elas querem impor uma regra em contradição com a natureza da verdadeira lei da humanidade: o nível igualitário. A evolução gradual e progressiva é a lei fundamental da natureza e da vida. É a razão de ser do homem, a norma do universo. Posicionar-se contra ela, substituir-lhe por outro fim, seria tão insensato quanto querer parar o movimento da Terra ou o fluxo e refluxo das marés.

O lado mais fraco da doutrina socialista é a ignorância absoluta do homem, de seu princípio essencial, das leis que dirigem o seu destino. E quando se ignora o homem individual, como se poderia governar o homem social?”

 

 

 

 

(Léon Denis - trechos selecionados da Introdução comum aos 03 volumes do livro O problema do Ser, O problema do Destino e O problema da Dor de Léon Denis)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 







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