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22/05/2016

DENG XIAOPING


DENG XIAOPING

 

 

Deng Xiaoping (1904 - 1997)  foi o secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCC), sendo, de fato, o líder político da República Popular da China entre 1978 e 1992. 

Ele nasceu no início de um século de crises e conflitos. Nos quatro cantos do mundo, e particularmente na Ásia, as reivindicações nacionais emergiam tal como o dragão adormecido desperta no seio da terra. Na China, esse dragão atendia pelo nome de Kuomintang, movimento nacionalista fundado por Sun Yatsen, do qual o próprio pai do jovem Deng era simpatizante.

 

O futuro líder comunista cresceu em meio a essa efervescência política e aos 15 anos, depois de concluir o ensino fundamental, partiu para a França, onde desembarcou no fim de 1920. Na Europa tomou contato com o marxismo e finalmente estabeleceu-se em Paris em 1925 enquanto uma revolta antibritânica explodia em sua terra natal. Tudo começou em Xangai, depois que um ofi cial inglês ordenou o fuzilamento de 12 chineses. Diante da agressão, os militantes do Kuomintang, agora oficialmente aliado da União Soviética e da Internacional Comunista (Comin tern), reagiram com a greve geral, marchando ao lado do Partido Comunista Chinês.

 

A onda de revolta chegou até à França e, na qualidade de um dos líderes comunistas chineses mais influentes em Paris, Deng ajudou a organizar grandes protestos contra a embaixada de seu país. Para fugir da perseguição que se seguiu, ele partiu para a clandestinidade e buscou exílio em Moscou.

 

Deng colaborou em várias missões políticas e militares durante a guerra civil no Sul (1930-1934) até que os comunistas fossem obrigados a fugir, derrotados por Chiang Kai Shek. Participou da Longa Marcha até o estabelecimento de uma nova base comunista em Yenan (1934-1936); nessa época, alinhou-se às teses defendidas por Mao Zedong dentro do Partido, que o colocou à cabeça do movimento quando Mao ganhou o controle em 1935. Durante a guerra contra os japoneses (1937-1945), Deng atuou como comissário político no exército, establecendo estreitas relações com os chefes militares, que se revelariam decisivas para impulsionar sua carreira posterior

 

Em 1945 entrou para o Comitê Central do Partido Comunista subiu à vice-presidência do governo e tornou-se secretário-geral do Partido e membro do Politburo. Deng logo mostrou-se um líder pragmático, nos anos do Grande Salto Adiante (ou Grande Salto em Frente, 1958-1961). Entre 1962 e 1965 tentou reparar os estragos de Mao.

 

Caiu em desgraça durante a Revolução cultural, quando era secretário geral do PCC. Em dezembro daquele ano manifestam-se contra eles em Pequim. Na Revolução Cultural, isso equivalia a tachá-los de "revisionistas soviéticos".

 

Um de seus filhos ficou paraplégico devido às perseguições, ao ser atirado ou se jogar da janela de um edifício onde era sujeito à agressões físicas e verbais coletivas.

 

Aproximou-se novamente do poder. No final de 1975 tornou-se vice-primeiro ministro. Em 1976, foi expurgado novamente e mantido em prisão domiciliar, sendo que ainda no mesmo ano, com a morte de Mao Tsé-Tung, volta a ocupar posição de destaque no partido, tornando-se aos poucos, na prática, o novo líder chinês.

 

Deng Xiaoping não acreditava na democracia. Pelo menos demoraria muito a chegar a tanto. A China só se desenvolveria se conduzida pela única força centralizada do país, o Partido Comunista. Sem dúvida, um partido disposto a discutir, aberto, realista no plano econômico, mas cujo papel de guia não podia ser contestado. No fundo, as coisas não tinham evoluído desde que o jovem Deng aderira ao comunismo. Dramaticamente retardada por dez anos de Revolução Cultural, a China continuava sendo, aos seus olhos, um país imenso, pobre, subdesenvolvido que precisava “ser parido a fórceps”.

 

Sem consideração pelo amor-próprio tradicional de seus compatriotas, Deng não cessava de pôr o dedo na ferida. Mao queria fazer da China um novo Império do Meio. Deng definiu um objetivo mais limitado para sua pátria: “chegar, na metade do século XXI, ao nível de um país medianamente desenvolvido”. E criou um método para isso: “Para que o socialismo seja concretamente superior ao capitalismo, é necessário que ele seja capaz de nos tirar da pobreza”. 

 

O rumo a ser seguido era o da liberalização econômica sem democracia, e Deng se empenhou com ardor em construir esse caminho. Se durante a Revolução Cultural a China havia se tornado o império do “totalmente político”, sob Deng Xiaoping o Ocidente passou a vê-la como o reino do “totalmente econômico”. Paradoxalmente, como fez questão de permanecer comunista no sentido ditadorial e político, até ao final da vida, mas não abriu mão de promover a total liberação econômica do mercado chinês, Deng Xiaoping tirou da cartola algo que ele denominou como “Socialismo de Mercado”, para tentar coadunar conceitos diametralmente opostos, num truque de prestidigitação que só a astúcia oriental poderia inventar. Não satisfeito com isso, para poder continuar fazendo omeletes sem quebrar os ovos, lapidou a seguinte pérola, totalmente “non-sense”: “Não importa a cor do gato, desde que com ele se apanhe ratos”! Um silogismo à moda oriental que mantém o tal "socialismo de mercado" vivo até hoje na China moderna.

 

É Deng Xiaoping que põe em prática as reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta. Dentre essas reformas, destacam-se as quatro modernizações, nos setores da agricultura, indústria e comércio, ciência e tecnologia e na área militar.

 

A diferença entre as reformas soviética (glasnost e perestroika) e chinesa deve-se ao fato de que Mikhail Gorbachev foi o único responsável pelas reformas da União Soviética, ao passo que Deng Xiaoping simplesmente oficializou diversas práticas criadas por autoridades municipais e/ou provinciais que estavam "fora" das diretivas de Pequim. Deng também era aberto a sugestões; as quatro modernizações, por exemplo, foram ideia de Zhou Enlai.

 

Em suma, as reformas econômicas de Xiaoping foram feitas de baixo para cima: primeiro as mudanças foram testadas nos municípios e nas províncias; só depois a reforma foi implantada, gradualmente, em todo o país. Gorbachev também implantou amplas reformas, mas foram medidas que vieram de cima para baixo e que foram postas em prática nacionalmente. É por isso que a URSS quebrou enquanto a China estava a todo vapor.

 

Durante seu governo, a China passou por uma grande abertura diplomática. Em 1979, Xiaoping foi o primeiro líder chinês a visitar os Estados Unidos. Buscando atrair investimentos estrangeiros, Deng cria diversas Zonas Económicas Especiais, onde empresas estrangeiras podem se instalar, desde que tenham parceria com empresas chinesas.

 

Esse raciocínio, porém, era um tanto limitado: a realidade chinesa também era política, como demonstraram os protestos estudantis na praça de Tiananmem, em abril de 1989, ao reivindicarem o advento da democracia.

Em 1989 manda reprimir com violência as manifestações pró-democracia na praça da Paz Celestial, em Pequim. Meses depois, renuncia, enfraquecido pela repercussão internacional. Em 1992 foi o primeiro líder comunista da China a se aposentar. Ele abriu mão de todos os seus cargos e títulos vitalícios. No mesmo ano fez uma longa viagem pelas Zonas Econômicas Especiais, sempre defendendo o socialismo de mercado.

 

Morreu em 19 de fevereiro de 1997, em decorrência de complicações causadas pelo mal de Parkinson. Foi  um grande patriota e, incontestavelmente, o Grande Líder Chinês do Século XX.

 







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