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22/06/2016

Biografia, Pensamentos e Excertos do livro "Da Tranquilidade da Alma" de SĂȘneca

SÊNECA e o Estoicismo


SÊNECA e o Estoicismo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lúcio Aneu Sêneca (4 a.C. — Roma, 65) foi um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como  Sêneca, o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estóico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.

 

Em 41, foi acusado por Messalina, esposa do imperador Cláudio, de ter cometido adultério com Júlia Livila, sobrinha do imperador. Como consequência, foi exilado para a Córsega . No exílio, em meio a grandes privações materiais, Séneca dedicou-se aos estudos e redigiu vários de seus principais tratados filosóficos. Entre eles, os três intitulados Consolationes ("Consolos"), em que expõe os ideais estoicos clássicos de renúncia aos bens materiais em busca da tranquilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação.

 

Por influência de Agripina, a Jovem, sobrinha do imperador e uma das mulheres com quem este se casou, Séneca retornou a Roma em 49. Agripina tornou-o preceptor de seu filho, o jovem Nero, e elevou-o a pretor em 50. Séneca contraiu matrimônio com Pompeia Paulina e organizou um poderoso grupo de amigos.

 

Quando Nero, aos dezessete anos, tornou-se imperador, Séneca continuou a seu lado, porém não mais como pedagogo e sim como seu principal conselheiro (ajudado por Afrânio Burro, prefeito do Pretório). Sêneca procurou orientar para uma política justa e humanitária. Se, durante os primeiros sete anos, o governo de Nero lembra o de Augusto, o mérito exclusivo é desses dois homens que, na realidade, governaram ao lado do jovem príncipe. A índole de Nero foi mitigada, corrigida, freada. Mais tarde, porém, a malvadez de Nero teve o predomínio. Sêneca, durante algum tempo, exerceu influência benéfica sobre o jovem, mas, aos poucos, foi forçado a adotar atitudes de complacência. Chegou mesmo a redigir uma carta ao senado na qual se alega que tentou justificar a execução de Agripina em 59. Sêneca sabia que a maior culpa por sua morte havia sido da própria Agripina, que pretendia imperar e que se tornara hostil por ambição, capricho e corrupção; sua raiva crescente só fez aumentar a vingança matricida de Nero, que não deu mais ouvidos às palavras severas de seus dois conselheiros. Sêneca foi, então, muito criticado pela fraca oposição à tirania e à acumulação de riquezas de Nero, incompatíveis com as concepções estoicas.

 

No ano 65, Sêneca foi acusado de ter participado da conspiração de Pisão, na qual o assassinato de Nero teria sido planejado. Sem qualquer julgamento, foi obrigado a cometer o suicídio. Na presença dos seus amigos, cortou os pulsos com o ânimo sereno que defendia em sua filosofia. Tácito relatou a morte de Sêneca e da mulher, que também cortou os pulsos. Nero, com medo da repercussão negativa dessa dupla morte, mandou que médicos a tratassem, e ela sobreviveu alguns anos a mais que o marido.

 

 

O   ESTOICISMO  -  A filosofia de Sêneca

 

 

Sêneca ocupava-se da forma correta de viver a vida (ou seja, da ética), da física e da lógica. Via o sereno estoicismo como a maior virtude, o que lhe permitiu praticar a imperturbabilidade da alma, denominada ataraxia (termo utilizado a primeira vez por Demócrito em 400 a.C. Juntamente com Marco Aurélio e Cícero, conta-se entre os mais importantes representantes da intelectualidade romana.

 

Sêneca via, no cumprimento do dever, um serviço à humanidade. Procurava aplicar a sua filosofia à prática. Deste modo, apesar de ser rico, vivia modestamente: bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro. Sêneca não viu nenhuma contradição entre a sua filosofia estoica e a sua riqueza material: dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta. No entanto, devia ser capaz de abdicar da riqueza.

 

Sêneca via-se como um sábio imperfeito: "Eu elogio a vida, não a que levo, mas aquela que sei dever ser vivida." Os afetos (como relutância, vontade, cobiça, receio) devem ser ultrapassados. O objetivo não é a perda de sentimentos, mas a superação dos afetos. Os bens podem ser adquiridos, à condição de não deixarmos que se estabeleça uma dependência deles.

 

O pensamento de Sêneca, especialmente suas críticas ao comportamento vulgar, permite que se conheça melhor a sociedade de Roma no século I d.C. .

 

Para Sêneca, o destino é uma realidade. O homem pode apenas aceitá-lo ou rejeitá-lo. Se o aceitar de livre vontade, goza de liberdade. A morte é um dado natural. O suicídio não é categoricamente excluído por Sêneca.

 

Sêneca influenciaria profundamente o pensamento de João Calvino. O primeiro livro de Calvino foi um comentário ao De Clementia, de Sêneca.

 

 

DA   TRANQUILIDADE   DA   ALMA  (Sêneca)

 

Considera que os prisioneiros apenas no princípio se afligem com as algemas e os grilhões que impedem seus passos. Porém, quando resolvem não mais se irritarem e se propõem a suportá-los, a necessidade lhes ensina a levá-los com fortaleza, e o costume, com facilidade. De fato, em qualquer gênero de vida encontrarás distrações, compensações e deleites, desde que queiras avaliar como levas os teus males, em lugar de fazê-los insuportáveis.

Sabendo das desgraças para as quais nascemos, a natureza faz do hábito um alívio para a calamidade, tornando logo costumeiras as mais graves. Ninguém resistiria se a força das coisas adversas fosse a mesma na continuidade como o é no primeiro golpe.

Estamos algemados ao destino. Para alguns, as algemas são douradas e frouxas; para outros, são apertadas e sórdidas. Que diferença faz?

A mesma prisão cerca a todos, tanto os que estão presos quanto os que aprisionam, a não ser que talvez penses que é mais leve a algema no braço esquerdo.

A uns prendem as honras, a outros a opulência. A alguns a notoriedade oprime, a outros a obscuridade. Alguns inclinam suas cabeças sob o domínio alheio, outros sob o seu próprio. Alguns têm como único lugar o exílio, outros o sacrifício. Enfim, toda vida é servidão.

Cada qual, portanto, deve conformar-se à sua condição e, queixando-se dela o mínimo possível, aprender tudo o que ela tem de favorável. Não existe nada de tão amargo que não encontre consolo numa alma equilibrada.

Frequentemente, áreas exíguas tornam-se aptas para muitos usos devido à arte do arquiteto e uma boa disposição torna habitável mesmo um lugar estreito. Usa a razão nas dificuldades. As situações mais duras podem suavizar-se, as apertadas podem afrouxar-se e as pesadas tornar-se mais leves: é só saber levá-las.

Além do mais, os desejos não devem ser lançados para muito longe, mas permitamos que desabrochem nas proximidades, já que, de todo, não são passíveis de clausura.

Abandonando essas coisas que não podem ser feitas ou apenas podem ser feitas de modo muito difícil, sigamos as coisas próximas e que alimentam a nossa esperança. Saibamos que todas as coisas são igualmente volúveis, embora exteriormente possam ter diversas faces, por dentro são igualmente vãs.

Não invejemos a sorte dos que estão em posição privilegiada. O que parece ser altura  é, na verdade, um precipício.

Aqueles a quem uma sorte iníqua colocou em uma encruzilhada, estarão mais seguros diminuindo as coisas que são por si elevadas, conduzindo seu destino tanto quanto possível no nível da normalidade. .

Muitos são os que devem se manter em seu pedestal, do qual não podem descer a não ser caindo. Por isso procuram demonstrar que são pesados aos outros, não porque se comprazem em pairar sobre eles e, sim, por serem a isso obrigados... assim, por sua justiça, mansidão, humanidade e generosidade, preparam-se para enfrentar as adversidades do destino, já que tal esperança lhes deixa mais seguros.

Porém, nada poderá nos defender dessas flutuações da alma, a não ser determinar limites à ambição de crescimento, assim como não deixar a última palavra ao arbítrio do destino. É certo que alguns desejos incitam a alma, mas, sendo limitados, não se tornarão nem imensos nem incertos.

 







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