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16/12/2016

Biografia do Cardeal Brasileiro

D. Paulo Evaristo Arns (“In Memorian” - 1921/2016)


D. Paulo Evaristo Arns (“In Memorian” - 1921/2016)

 

 

 

 

D. Paulo Evaristo Arns foi um frade franciscano e cardeal brasileiro. Foi o quinto arcebispo de São Paulo, tendo sido o terceiro prelado dessa Arquidiocese a receber o título de cardeal. Era arcebispo-emérito de São Paulo e proto-presbítero do Colégio Cardinalício.

 

Natural de Forquilinha, município no Sul do estado de Santa Catarina, esse emérito catarinense foi o quinto da prole de 13 filhos de um casal de descendentes de alemães e fazia parte de um clã de benfeitores dedicados à infância e à juventude brasileiras. Em colaboração com sua irmã mais ilustre, a pediatra Zilda Arns Neumann, uma das vítimas do terremoto de 2010 no Haiti, aonde se encontrava na época em missão de caridade, D. Paulo fundou a Pastoral da Criança.

 

Realizou seus estudos fundamentais em Forquilinha. A Filosofia, cursou-a em Curitiba; e a Teologia, em Petrópolis.

 

Por cerca de uma década exerceu seu ministério, assistindo a população desfavorecida de Petrópolis, onde também lecionou no Teologado Franciscano de Petrópolis e na Universidade Católica de Petrópolis. Depois disto, foi para a França para cursar Letras na Sorbonne, onde se doutorou em 1952. Retornando ao Brasil, foi professor nas faculdades de Filosofia, Ciências e Letras de Agudos e Bauru. A seguir, retornou a Petrópolis, onde voltou a dar assistência aos desfavorecidos.

 

No dia 22 de outubro de 1970, o Papa Paulo VI o nomeou arcebispo metropolitano de São Paulo, tendo tomado posse em novembro de 1970, exercendo o cargo até abril de q988, quando renunciou, por limite de idade, detendo o título de Arcebisbo-Emérito de São Paulo.

 

Sua atuação pastoral foi voltada aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros, principalmente nos mais pobres, e à defesa e promoção dos direitos da pessoa humana. Ficou conhecido como o Cardeal dos Direitos Humanos, principalmente por ter sido o fundador e líder da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, e sua atividade política era claramente vinculada à sua fé religiosa.

 

Durante a ditadura militar, na década de 1970, notabilizou-se na luta pelo fim das torturas e restabelecimento da democracia no país, junto com o rabino Henry Sobel, criando uma ponte entre a comunidade judaica e a Igreja Católica em solo paulista.

 

Em 22 de maio de 1977 recebeu o título de "Doutor Honoris Causa" (juntamente com o presidente norte-americano Jimmy Carter) da Universidade de Notre Dame, Indiana, Estados Unidos. A distinção, concedida também ao Cardeal Kim da Coreia do Sul e ao Bispo Lamont da Rodésia, deveu-se ao seu empenho em prol dos direitos humanos.

 

Conhecido pela postura fraterna, por sua defesa dos direitos humanos e pela resistência à ditadura militar, D. Paulo levou os militares à loucura, visitando prisões, denunciando casos de tortura e se empenhando para dar fim à censura. Ficou célebre o episódio em maio de 1971, quando D. Paulo, revoltado com o que ocorria nos porões do país, foi a Brasília para fazer um pedido formal ao Presidente em nome dos bispos de São Paulo, para que terminasse com a tortura e as mortes nos subterrâneos do Doi-Codi e recebeu do general Médici a sugestão de que se limitasse a cumprir sua missão episcopal e se mantivesse na sacristia. Obviamente, D. Paulo jamais aceitou tal conselho.

 

Por tal motivo, esse grande humanitário brasileiro foi erroneamente tachado de comunista, uma desinformação comum na época dos regimes militares, quando qualquer defensor dos Direitos Humanos era automaticamente catalogado de marxista. Na verdade, independentemente de qual tenha sido de fato sua ideologia política, a real motivação de Dom Paulo Evaristo Arns sempre foi vinculada à defesa dos fracos e oprimidos e dos Direitos Humanos. Talvez essa desinformação, terrivelmente inapropriada, profundamente inábil e prontamente explorada pelas esquerdas, esteja no cerne da idéia profundamente arraigada em muitas mentes de que o Social e a defesa dos desfavorecidos é uma característica das ideologias esquerdistas, uma concepção totalmente errônea, já que o Humanitarismo e a Compaixão não são atributos exclusivos de Ideologia alguma e sim dos grandes espíritos, como D. Paulo, independente de qual seja a ideologia que professem.

 

 

Dom Evaristo Arns morreu em São Paulo aos 95 anos, no dia 14 de dezembro de 2016, como consequência de uma broncopneumonia. Quando morreu, estava internado para tratar de problemas pulmonares há cerca de quinze dias. O país ficou imensamente mais pobre com a perda desse grande humanitário.

 

 

 

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