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27/05/2016

Disco do Mês de Maio 2016

RADIOHEAD - “A Moon Shaped Pool”


RADIOHEAD - “A Moon Shaped Pool”

 

 

 

 

Mencionar nos tempos atuais esse quinteto de Oxford (UK) equivaleria, talvez numa escala ainda muito mais diferenciada, a citar os Fab Four de Liverpool há cinquenta anos atrás. Com o diferencial de que, se na época dos Beatles poderíamos mencionar também pelo menos mais dez ou vinte bandas e artistas quase tão geniais e historicamente fundamentais na história do Rock, hoje em dia o Radiohead refulge solitário no Panteão reservado aos grandes da música popular.

 

Com a morte de David Bowie, no início deste ano, talvez o único dos grandes nomes em atividade na cena musical roqueira que conseguia manter a poderosa força criativa e a qualidade artística excepcional em todos os seus trabalhos, com o declínio – quando não o ocaso, em alguns casos – de outros grandes astros remanescentes, e com a absoluta ausência de outros novos nomes que venham preencher inteiramente essa lacuna, o grupo do vocalista Thom Yorke e, sobretudo, do espetacular guitarrista, Jonny Greenwood, é realmente a maior, senão única referência no gênero. Não que inexistam artistas de muita qualidade ou outros trabalhos excelentes na cena musical atual, até existem, e muitos, mas na verdade nenhum outro artista, hoje em atuação, consegue reunir, trabalho após trabalho, qualidades como  a excelência artística indiscutível, a unanimidade entre crítica especializada e público  e o poder de juntar multidões em seus espetáculos, sem em momento algum fazer qualquer concessão ao comercial e à monotonia do “déjà vu”.

 

Daí que, como sempre ocorre no pré-lançamento de qualquer trabalho do grupo, era imensa a expectativa pelo anunciado trabalho do grupo, 05 anos após “King of Limbs”. E “A Moon Shaped Pool”, precedido pelo single de trabalho, “Burn the Witch”, cujo vídeo no youtube já foi visualizado por mais de 10 milhões de pessoas, e, logo após pelo vídeoclip enigmático da maravilhosa “Daydreaming”, que nos introduz no clima melancólico do disco, entre o sonho e o pesadelo , é tudo o que se espera da um trabalho do grupo e muito, muito mais...

 

Embora tenha sido descrito pela crítica especializada como sendo um maravilhoso disco “preguiçoso”, por trazer várias composições, já mostradas em apresentações ao vivo, que foram agora repaginadas em versões definitivas, na verdade isso apenas demonstra o profundo respeito que o grupo tem por seu trabalho e pelos seus fãs. Como disse o produtor Nigel Goldrich, sobre “True Love Waits”, a tristíssima ode que encerra o disco: “O Thom precisa acreditar que uma música tem razão para ser gravada. Podíamos gravá-la e soar como o John Mayer, mas acho que ninguém quer isso”.

 

Esse perfeccionismo começa desde a apresentação das músicas, em rigorosa ordem alfabética, à voz límpida e profética de Thom Yorke, às letras, quase sempre num tom pessimista e sombrio, que oscilam entre referências políticas e as preocupações ambientalistas do grupo e se estendem aos fabulosos arranjos de Jonny Greenwood, sem dúvida a grande riqueza do disco. Em algumas faixas como na belíssima "Glass Eyes" ou em "Desert Island Disk" ou até mesmo  em "The Numbers", eles soam trazendo-nos papéis invertidos: guitarras que parecem piano, pianos que parecem violão, e assim por diante. De vez em quando, as cordas da London Contemporary Orchestra, que dá vida aos arranjos de Greenwood, entram rasgando a melodia e transformam totalmente o clima do que você ouve. De repente, tudo fica sombrio, dissonante, elegante, tenso, profundo, estraçalhando você ao meio com um arranjo que poderia ter sido feito pelo quinto beatle, George Martin.

 

Confesso que ao escutar este disco fui transportado pela primeira vez à emoção de escutar pela primeira os discos clássicos dos Beatles. Assim como em “Revolver”, “Sargent Pepper’s “, no “Álbum Branco” e  em “Abbey Road” do quarteto de Liverpool, não existe nenhuma composição supérflua em “A Moon Shaped Pool”um disco realmente delicado que se equipara, ou até supera, os clássicos do grupo: “The Bends” (1995), “OK Computer” (!997) , “Kid A” (2000) e “In Rainbows” (2007). Sublime!







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