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28/09/2015

Discos do mês de Setembro 2015

JULIA HOLTER : "Have you in my Wilderness" / THE LIBERTINES : "Anthems for Doomed Youth"


JULIA HOLTER : "Have you in my Wilderness" / THE LIBERTINES : "Anthems for Doomed Youth"

 

 

Em um mês que viu excelentes lançamentos e que teve como grandes destaques o bem vindo  retorno de 03 excelentes grupos veteranos - o Mercury Rev, o Low e o New Order – e nos contemplou com um disco excelente de Lana Del Rey, com a competência habitual de Richard Hawley, em novo registro, e com o belíssimo trabalho dos australianos do The Paper Kites, nada mais justo do que apontar 02 discos como os melhores do mês:

 

The Libertines  :  “Anthems for doomed youth”

 

Esse grupo londrino formado em 1997 sob a liderança de Pete Doherty e Carl Barât, cuja popularidade se deve tanto à qualidade de seu trabalho quanto à notoriedade conseguida pelos diversos e rumorosos conflitos internos decorrentes da adição de Doherty a “crack”  e a heroína, que o levaram em duas ocasiões à prisão e decretaram o encerramento precoce da banda em 2004; em 2010 retomaram as atividades para encabeçarem as atrações dos festivais de Reading e de Leeds desse ano e, com uma certa dose de surpresa, lançaram agora este “Anthems for doomed youth” , gravado na Tailândia, oficialmente o terceiro registro de estúdio do grupo.

Provavelmente o The Libertines tomaram uma “overdose”   da  subestimada  e  um tanto esquecida (no Brasil)  banda dos irmãos Davies, os The Kinks, um dos grupos seminais mais influentes da história do rock. Em generosa oferta de 16 músicas, eles prestam uma emotiva homenagem aos conterrâneos, desfiando pérolas do “britpop”,  como  “Barbarians” , o “ska” de  “Gunga Din”, “Fame and Fortune”, “Belly of the beast” , “Heart of the matter” e  a  acústica e “folky”  “Anthem for doomed youth” , no melhor estilo Ray Davies. Em vários momentos temos  a sensação de estar na “swinging  London”  dos  anos  60, escutando  The Kinks.

The  Libertines  provam  com este trabalho, provavelmente mais intimista, homogêneo  e  elaborado do que os dois trabalhos anteriores, que  existe  sempre  um  retorno  para  quem  tem  talento,  mesmo  tendo  que  superar  crises  e problemas  extremos.

 

 

Julia  Holter   :  “Have you in my wilderness”

 

Julia Holter é uma cantora e compositora americana de Los Angeles, em atividade desde 2011, cujo talento só teve um reconhecimento mais amplo com seu terceiro trabalho, de 2013, “Loud City Song”.  No entanto, nem mesmo tal reconhecimento faria antever o espetacular “salto quântico” qualitativo que se configura neste “Have you in my wilderness”.

Uma brilhante reunião de dez brilhantes pérolas “pop”, nas quais ela reafirma sua fé no amor e nas relações entre os seres humanos, embaladas por uma orquestração luxuosa e inventiva. Embora bastante acessível, o trabalho de Julia pede uma audição mais atenta, até porque Julia tem sólida formação erudita, com graduação na CalArts. As referências vão do pop solar do single “FeelYou”, às reminiscências de Marlene Dietritch  na etérea “How Long” ,  de Judy Collins em “Betsy on the roof”, à delicadeza deslumbrante das odes marítimas em “Lucette stranded on the island” e em “Sea calls me home”, à lindíssima balada que é “Night Song”  e aos rendilhados jazzísticos de “Vasquez” .

Um trabalho que já figura entre os melhores deste ano e que certamente terá  uma continuação em grande estilo em 2016, quando será lançada  a segunda parte do álbum duplo de Jean-Michel Jarre, “Electronica”, com a colaboração de Julia Holter.







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