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08/10/2016

Artigo extraído do livro “Nobreza de Espírito” de ROB RIEMEN

O antiamericanismo e o 11 de Setembro (Considerações um tanto tardias, mas absolutamente não fora de foco e de época sobre o 11 de setembro)


O antiamericanismo e o 11 de Setembro (Considerações um tanto tardias, mas absolutamente não fora de foco e de época sobre o 11 de setembro)

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para o antiamericanismoO ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 não foi obra dos “sem- abrigo, dos destituídos do poder, dos  aterrorizados, das minorias”. O contrário é que é verdadeiro. A ação custou meio milhão de dólares e foi em grande parte o trabalho de homens instruídos e abastados, cuja ideologia era idêntica ao ideal teocrático medieval pelo qual ansiavam os fascistas alemães em 1919. A visão do mundo dos talibãs – a seita à qual os terroristas estavam intimamente ligados – é totalitária e fascizante, desta vez em nome do Islã. Nenhuma liberdade, qualquer que seja, será tolerada: política, intelectual, artística, religiosa ou sexual. A regra principal é a obediência absoluta aos líderes religiosos onipotentes, os quais, em concordância com a sua ideologia, querem purificar o mundo de tudo o que possa corromper as almas dos verdadeiros crentes e, desse modo, ameaçar a sua utopia terrena.

 

Este “corrupção” começa com a existência de “infiéis”, isto é, todos os que não subscrevem o verdadeiro dogma, mais precisamente essa parte da humanidade que adere à liberdade política, intelectual, artística, religiosa e sexual. O símbolo do Poder dessa sociedade, o Pentágono e o símbolo da prosperidade, o World Trade Center, onde trabalhavam pessoas de muitos países, vindas de todo o mundo o mundo, tornaram-se alvo precisamente porque ambos os edifícios simbolizavam as condições de segurança e prosperidade que permitem que a civilização ocidental, com seus valores e liberdades, continue a existir.

 

No entanto, mesmo após o sinistro episódio de violência totalitária fascista, da qual a Europa foi salva pelos Estados Unidos, mesmo após a firme defesa encabeçada pelos Estados Unidos para livrar os valores ocidentais da presa do Totalitarismo Comunista, o antiamericanismo continua a existir e é inegável.

 

Resultado de imagem para o antiamericanismoPara os defensores dessa corrente antiamericanista, o  11 de setembro foi contra o capitalismo, a globalização, o americanismo. Em termos de abordagem, não há diferença, por exemplo, entre anti-semitismo, anti-islamismo e antiamericanismo. Em cada um destes casos, a pluralidade é reduzida a uma imagem unidimensional, à qual o “anti” atribui criticamente todos os tipos de características. Consequentemente, essa caricatura institui-se como a única imagem verdadeira do Judaísmo, do Islã, ou dos Estados Unidos. Limitemo-nos a estes últimos. Para os “antiamericanos”, a América é sempre capitalismo, comércio desenfreado, consumo de massas, “kitsch”, falsificação, hambúrgueres, ausência de tradições, televisão, superficialidade, militarismo, imperialismo, etc...

 

Cada vez que os “antiamericanos” são confrontados com apenas um desses fenômenos, veem “América”. Logo, a “América” é sempre má, porque nada de positivo se encaixa nesta imagem estéril. . Não há muito tempo, no início do século passado, para ser mais preciso, uma idêntica miopia redutora via tudo do/e para o proletariado como bem e tudo da/e para a burguesia como o mal: então, os “pobres” eram sempre vítimas e os “ricos” sempre criminosos. Porque a “América” é rica e, portanto, nunca pode ser uma vítima, tudo o que acontece à “América” e aos americanos é sempre “culpa deles”.  Este é um excelente exemplo da abordagem intelectual de ideólogos que reduzem a realidade a uma visão política em que só a “esquerda” e a “direita” existem. As noções de bem e mal e toda a moral são polarizadas e vertidas no molde ideológico.  Tudo o que está à “esquerda” é certo; tudo o que está à “direita” é errado.

 

Assim, não é extraordinário que a mentalidade antiamericana atribua uma legitimidade moral ao cínico assassinato de três mil pessoas inocentes. Obviamente, este ataque homicida foi um crime, mas...  existe o capitalismo,existe a globalização, o imperialismo, o militarismo, a culpa própria, não isentas de responsabilidade . Logo, a culpa é das vítimas, os assaltantes não são assim tão condenáveis, e o mal do assassinato não é assim tão terrível quanto isso. A “América” é sempre o mal, e, portanto, qualquer ataque à América deve ser sempre bom; o assassinato em massa é pois uma ação que nós não desculpamos, mas compreendemos.

 

Esse tipo de raciocínio não é novo. Os fascistas de salão em Munique e os apóstolos intelectuais da utopia comunista, baseando por vezes o seu pensamento na crítica social de uma sociedade que em princípio não era injusta, sempre acharam que precisavam justificar os feitos dos Homens de Ação: Hitler, Stalin e outros do mesmo gênero.

 

Raymond Aron sublinha corretamente que esses intelectuais são sempre impiedosos em relação aos defeitos da democracia, mas imensamente tolerantes para com os maiores crimes quando se encaixam na sua perspectiva ideológica.

 

ROB   RIEMEN  (Em  “Nobreza  de  Espírito  (Um Ideal Esquecido)”







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