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09/01/2016

In Memorian

PIERRE BOULEZ ( 1925 - 2016)


PIERRE BOULEZ ( 1925 - 2016)

 

 

 

 

 

 

Pierre Boulez foi um maestro mundialmente famoso, tendo dirigido a maioria das principais orquestras sinfônicas do mundo desde o final dos anos 1950 e  foi também pedagogo musical, ensaísta e compositor francês de música erudita, e um dos nomes mais influentes da música erudita contemporânea.

 

Se fosse possível rotulá-lo, seria o caso de dizer que o francês foi o grande nome do serialismo – o método de composição musical que bebeu do dodecafonismo de Arnold Schoenberg, nos anos 1920, e o radicalizou, fazendo com que o princípio da série repetida fosse estendido às outras dimensões da música (duração, dinâmica, timbre). No dodecafonismo, não se escuta um tom duas vezes antes de se ouvirem os outros onze da escala. Em combinações matemáticas infinitas, o que se houve é o avesso de frases melódicas definidas. O nome do jogo é abandonar as regras da harmonia, ao abraçar a dissonância e o ruído. Para ele, um bom modo de entender a relevância de uma obra é mostrar o que ela não foi. O ouvido humano é um órgão programado para interpretar como agressão e aspereza tudo aquilo que fuja a uma certa zona de conforto. Boulez não apenas aderiu ao atonalismo, mas também subverteu timbres, tempos e intensidades.

 

Um bom começo para se iniciar na obra de Boulez é ouvir “ Le Marteau sans Maître”, de 1955, peça de câmara para seis instrumentos e voz contralto feminina. Como maestro, ele regia apenas com as mãos, Boulez notabilizou-se particularmente por suas interpretações cultivadas de clássicos do século XX: Claude Debussy, Gustav Mahler, Arnold Schoenberg, Igor Stravinsky, Béla Bártok e Edgard Varèse, bem como por suas numerosas apresentações de música contemporânea. Clareza, precisão, agilidade rítmica e respeito com as intenções do compositor como anotado na partitura são as características de seu estilo de conduzir. Pierre Boulez manteve até à velhice uma carreira como maestro à frente de algumas das melhores orquestras do mundo, desde a New York Philharmonic e a Chicago Symphony Orchestra até às filarmónicas de Berlim e Viena.

 

Com alguma freqüência e indevida facilidade ele é associado ao minimalista contemporâneo Philip Glass; no entanto, instado a comparar seu trabalho com o do americano, Boulez cravou uma definição que ajuda a compreender melhor o seu próprio trabalho: “ Minimalistas, como Glass, são simples demais para serem interessantes” .

 

Boulez era complexo demais para ser desinteressante. Morreu neste início de ano, aos 90 anos, na Alemanha. Prova de que sua influência internacional permaneceu intacta, apesar de Boulez estar retirado da cena artística, o anúncio de sua morte foi lamentado dos dois lados do Atlântico. "Espírito crítico temível, professor do Collège de France, ele não cessou de repensar as disciplinas, fazendo dialogar a pintura, a poesia, a arquitetura, o cinema e a música, sempre a serviço de uma sociedade mais humana", afirmou o presidente da França, François Hollande. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times informou sua morte classificando o compositor e regente francês como "uma figura dominante na música clássica por mais de meio século".

 

 

 







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