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28/10/2013

Lou Reed (1942 - 2013) - In Memorian

LOU REED - O Menestrel do Lado Selvagem


LOU REED - O Menestrel do Lado Selvagem

Veja  aqui  o  vídeo  de  "Walk on the wild side"   com  Lou  Reed:

 

 

 

 

 

Seguramente uma das maiores personalidades da história do Rock, panteão em que divide os holofotes com gente do porte de Bob Dylan, John Lennon, David Bowie, Neil Young e alguns poucos outros, o americano de família judaica do Brooklin Lou Reed deixa um legado de mais de cinco décadas de carreira, durante a qual pôde orgulhar-se de jamais ter cedido a qualquer tentativa mais comercial ao produzir letra e música. Falou de temas desagradáveis, às vezes com guitarras ainda mais desagradáveis e pagou o preço de jamais frequentar Paradas de Sucesso, chegando ao ponto de merecer do músico Brian Eno  - na época um dos pilares da música e produção discográfica de vanguarda  -  o comentário de que o primeiro disco do Velvet em conjunto com a vocalista germânica Nico, com produção de Warhol, teria vendido um número irrisório de cópias por ocasião de seu lançamento... na realidade, tal comentário tornou-se ainda mais significativo, depois que o cultuadissimo disco da banana (capa de Andy Warhol), mereceu figurar como um dos discos mais importantes da história do Rock e foi referência obrigatória para centenas de novas bandas que vieram a surgir posteriormente.

Numa época em que vingava a filosofia de paz e amor dos “hippies” e sua lisergia utópica e escapista, Lou Reed falava do submundo de drogas e “michês” e de uma Big Apple operária, cinza e sem “glamour”e atreveu-se  a lançar discos que apenas os fãs mais ardorosos puderam apreciar, mas sempre foi fiel a cada uma das “personnas” musicais que em seu devido tempo acreditou e encarnou: compositor/provocador, esteta musical radical, guitarrista de imenso talento, fundador e líder – junto com o amigo de escola John Cale- da seminal banda Velvet Underground, “protégé”  gravitando em torno do artista Andy Warhol como parte de um grupo de personalidades artísticas “avant-garde”que ficou conhecida como Exploding Party Inevitable e finalmente um dos criadores do andrógino glam rock, com David Bowie e Iggy Pop.

Lou, um bissexual convicto desde a adolescência, chegou a ser tratado em decorrência com choques elétricos, experiência descrita em várias de suas músicas e vivenciou na vida real o inferno de drogas e devassidão de seus versos. Seu grupo de amigos chegava a pagar químicos para a criação de novas drogas -- as existentes não eram fortes o bastante!!!. Foi casado com um travesti, Raquel, e pagou aluguel por anos para vários garotos de programa e prostitutas. Reed teria parado de caminhar no lado selvagem nos anos 1990, quando se aproximou da cantora, violinista e artista multimídia americana Laurie Anderson. Eles mantiveram durante três ou quatro anos um relacionamento aberto, e depois Reed teria parado de encontrar outros parceiros. Tal virada “zen”, coincidiu com a descoberta da prática de “tai-chi” que o acompanhou até à hora da morte.

Além dos 04 discos indispensáveis que gravou com o Velvet Underground em finais da década de 60, Lou deixa um legado de inúmeras colaborações com outros artistas e, sobretudo uma discografia solo iniciada nos primórdios dos anos 70 e que alterna verdadeiras obras-primas, como “Transformer” - provavelmente seu único grande sucesso comercial em escala planetária, com os hits "Perfect Day", "Satellite of Love" e, sobretudo "Walk on the Wild Side"-  “Berlin”, “Rock’n’roll Animal”, “Coney Island Baby” (todos da década de 70), “The Blue Mask” de 1982 e “New York”de 1989, e, sobretudo o disco-homenagem a Andy Warhol, “Songs for Drella” de  1990  feito em parceria com John Cale, a momentos de estranheza musical radical em discos que apenas os fãs mais ardorosos puderam apreciar.

Em todos, no entanto, sobressai a personalidade ímpar e inquieta de uma das figuras mais geniais e emblemáticas do século XX.







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