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17/07/2016

Alguns roteiros menos visados da charmosa capital portuguesa

LISBOA PT. 1 - A Baixa Pombalina


LISBOA PT. 1 - A Baixa Pombalina

 

 

 

 

 

A charmosa  “Olisippo”, denominação romana da Lisboa das 07 colinas, uma  citação que aparece pela primeira vez no Livro das Grandezas de Lisboa, de Frei Nicolau de Oliveira no século XVII, é, atualmente, uma citação com impropriedade geográfica, já que o perímetro urbano da cidade se estendeu para muito além das originais 07 colinas (originalmente, São Jorge, São Vicente, São Roque, Santo André, Santa Catarina, Chagas e SantAna); além disso, a cidade não apenas cresceu e teve sua topografia geográfica substancialmente alterada.

 

 

A outrora pacata e encantadora capital portuguesa mantém as suas características originais, mas adquiriu também uma feição muito mais cosmopolita e festiva e renovou as vestes, embelezando ainda mais seus muitos monumentos históricos, mantendo o característico estilo arquitetônico, herança de um já milenar passado riquíssimo e grandioso, que em alguns períodos transformou o pequeno “jardim à beira mar plantado”, confinado ao extremo sudoeste da Europa, num país que dividiu a liderança da civilização ocidental com a vizinha peninsular, a Espanha, nos séculos XV e XVI.

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal )

 

 

Hoje em dia, além dos já muito conhecidos e exaustivamente divulgados roteiros turísticos clássicos, Lisboa oferece orgulhosamente vários outros roteiros atrativos que gradativamente a têm transformado num dos principais destinos do turismo internacional, até porque continua a oferecer ao turista o privilégio de usufruir de tantos atrativos por um custo relativamente barato, pelo menos metade daquilo que ele pagaria em outras capitais europeias.  

 

 

 

Resultado de imagem para lisboaO complexo formado pela Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerônimos, às margens do Tejo, continua a atrair hordas de turistas, que, invariavelmente findam a digressão saboreando os inigualáveis Pastéis de Belém na fábrica situada a poucos metros do Mosteiro; o passeio que desce pelo imponente Parque Eduardo VII até ao Marquês de Pombal e depois continua pela soberba Avenida da Liberdade até aos Restauradores, ornada de lojas de “griffe”, ainda é um “must”; a vista do Castelo de S. Jorge que domina toda a parte central (Baixa Pombalina) da cidade está cada vez mais espetacular, agora que a região do Chiado foi recuperada após o grande incêndio de Agosto de 1988 e a beleza dos principais monumentos e construções históricas foi realçada por uma iluminação específica; perder-se pelas vielas medievais dos bairros mouros de Alfama, da Mouraria e da Graça, saboreando as típicas sardinhas assadas com uma caneca de vinho e deliciando-se a cada esquina com as pitorescas denominações de algumas localidades, tais como “Rua do Castelo Picão”, “Beco da Bicha”, “Travessa do Chafariz Del Rey”, ou então escutar  um lamentoso fado em alguma tasca “castiça” do “Beco do Surra”, ainda são roteiros que devem ser feitos a pé, nos tradicionais “elétricos” (bondes) que ainda transitam pela velha cidade, ou, se preferir, contratando algum dos inúmeros “tuk tuks”, os característicos auto-riquixás tailandeses, hoje onipresentes na paisagem lisboeta.

 

 

L   I   S   B   O   A

 

   

 

Esses roteiros tradicionais ainda valem por si só uma viagem à cidade dos “alfacinhas” (como são chamados os naturais de Lisboa), mas, podem ser incrementados por alguns outros, menos divulgados, mas, igualmente atraentes:

 

 

Roteiro 01) 

Do Largo do Rato ao Príncipe Real/Do Largo do Rato ao Palácio de S. Bento e ao Bairro Alto

 

Saindo do Largo do Rato (Metro:  Rato), você pode seguir pela Rua da Escola Politécnica,  passar em frente ao Edifício da Imprensa Nacional, ao Jardim Botânico de Lisboa, particularmente rico em espécies tropicais originárias da Nova Zelândia, Austrália, China, Japão e América do Sul, que patenteiam a abrangência do império lusitano de outrora pelos vários continentes e deparar-se com lojas de produtos de beleza , antigas confeitarias e dezenas de prédios antigos de valor histórico além de admirar alguns palacetes, como o Palácio Rebelo de Andrade Seia, o Edifício da Real Fábrica das Sedas e o suntuoso Palácio Palmela, reformado e abertos a visitas. O passeio termina na aprazível Praça do Príncipe Real, região hoje famosa por concentrar a maioria da vida noturna LGBT da cidade e onde você pode fazer uma pausa para lanche ou refeições, por exemplo, no restaurante ultrafashion , “Lost In”, contemplando o por do sol na paisagem central da charmosa capital portuguesa.

 

 

Outra opção, saindo do mesmo Largo do Rato (Metro:  Rato)seria descer  a R. de São Bento, passando pela Fundação Amália Rodrigues, a casa onde viveu a grande fadista, maior expoente internacional do fado português, e por várias ourivesarias, antiquários e sebos fantásticos, até chegar ao Palácio de S. Bento, o palácio no estilo neoclássico, que é a sede do Parlamento Português, cujo interior repleto de alas e de obras de arte de diferentes épocas reflete a grandeza histórica do país. Retrocedendo um pouco, você pode subir a R. Nova da Piedade e, passando pelo bucólico Largo Fialho de Almeida – aliás, convém realçar que toda a cidade de Lisboa é repleta de parques e áreas verdes para seu lazer – caminhar em direção ao Bairro Alto, hoje uma região que concentra a, digamos assim, “movida lisboeta”, o epicentro da vida noturna da capital, que se concentra na Rua da Rosa, suas paralelas, transversais e adjacências.

 

 

 

Roteiro 02)

Dos  Restauradores  ao  Cais  do  Sodré

 

Saindo dos Restauradores (Metro: Restauradores), a belíssima praça no extremo meridional da Avenida da Liberdade, que é dominada pelo obelisco de 30 metros de altura, denominado Monumento aos Restauradores, que comemora a libertação do país, em 1640, do domínio espanhol, que durou 60 anos, você pode caminhar alguns poucos metros em direção à Praça do Rossio e admirar o belíssimo prédio no melhor estilo Manuelino da Estação Ferroviária do Rossio, que liga Lisboa a Sintra, considerada uma das mais belas edificações da Europa; retrocedendo, logo depois do imponente prédio aonde se situava o cinema Éden, hoje um centro comercial, pegue o típico Elevador da Glória, uma espécie de funicular que o levará até às cercanias do Bairro Alto, nos Jardins de S. Pedro de Alcântara, aonde poderá apreciar também uma belíssima vista da Baixa Pombalina. Descendo, em direção ao sofisticado bairro do Chiado, você passará pelo Largo do Carmo, ornado dos belíssimos jacarandás que embelezam também toda a cidade de Lisboa, que abriga a belíssima Capela de Nossa Senhora do Carmo, as ruínas do Convento do Carmo, construído no século XIV, onde se encontra instalado, atualmente, o Museu Arqueológico do Carmo e, finalmente, o Quartel do Carmo, pertencente à Guarda Nacional Republicana, que teve um papel muito importante no 25 de Abril, por ter sido escolhido por Marcello Caetano para se refugiar da revolução, acabando este largo por ser o palco principal da revolução, como local da rendição do Estado Novo perante os militares do Movimento das Forças Armadas.

 

 

No outro lado do convento, encontra-se o antigo Palácio Valadares que se ergue no local onde foi fundada a primeira universidade portuguesa, no tempo do rei D. Dinis, antes de ser transferida para Coimbra. Entre o Convento do Carmo e o Palácio Valadares, ergue-se o portão de acesso do Elevador de Santa Justa, hoje um dos principais ícones de Lisboa, que liga o Largo do Carmo à Rua do Ouro, já na Baixa Pombalina.

 

 

É nessa região, também, que se encontra o Teatro da Trindade e dois dos mais tradicionais restaurantes da capital, a Cervejaria Trindade, com os seus magníficos azulejos do século XVIII e o sofisticado Restaurante Tavares.

 

 

Caminhando mais alguns metros, chega-se ao Largo do Chiado (Metro: Baixa/Chiado), aonde você poderá fazer um “pit stop” e tomar um café ao lado do poeta Fernando Pessoa, no Café A Brasileira; ao lado, na Praça do mesmo nome, ergue-se a Estátua de Luís de Camões; ainda no Largo do Chiado erguem-se duas igrejas barrocas: a italiana, Igreja do Loreto, no lado norte, e a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, em frente, com as paredes exteriores parcialmente decoradas com os famosos azulejos portugueses. Descendo mais alguns metros, você vai passar pelo Teatro S. Carlos, único teatro de ópera, em Portugal.

 

 

Continuando a descer, pela Rua do Alecrim, você chegará ao Cais do Sodré, a região que abriga a Estação Ferroviária do mesmo nome que liga Lisboa aos balneários nas proximidades de Lisboa (Oeiras, Carcavelos, Estoril e Cascais, entre outros) e, também, o Terminal Fluvial, que  permite o acesso às embarcações que fazem a trajetória entre o Cais do Sodré e a Margem Sul do rio Tejo. Essa era a região que em outros tempos, abrigava uma importante zona de construção de navios, assim como recebia os marujos que desembarcavam na cidade. Lojas de artigos de pesca, bares e prostíbulos faziam parte da área.

 

 

Há pouco tempo, porém, as coisas mudaram. Os bares mantiveram as fachadas, mas foram incrementando o visual; outros se reinventaram completamente; vizinhos bacanas reapareceram, como o Mercado da Ribeira, repaginados com o nome de Time Out - um conjunto de bares diversos e fechados, onde você pode iniciar o “happy hour”, com um drink ou um cálice de vinho, enquanto degusta os famosos bolinhos de bacalhau portugueses, chouriços, ou o afamado Queijo da Serra local - e outros vizinhos chegaram ao local, como o LX Boutique Hotel, e o bairro voltou a ficar na moda. Aproveitando a boa localização (a estação de metrô fica muito perto da zona boêmia, e a oferta de ônibus e elétricos na região é grande), o Cais do Sodré passou a ser a continuação óbvia de uma noitada em Lisboa depois que os bares do Bairro Alto fecham (por lei, precisam fechar às duas da madrugada).

 

 

Eclética, a região recebe bem todos os públicos. Com mesinhas na rua, o agito começa, de verdade, a partir das 2h, e você pode “barbarizar” ao som do “reggae”, sem hora para terminar, se desejar, ou assistir a um espetáculo de “strip tease” num “cabaret” da R. Rosada, a mais frequentada da região. Afinal, quem um dia reinou no “bas fond”  lisboeta, jamais perderá a majestade.

 

 

Roteiro 03)

Do Campo dos Mártires da Pátria ao Terreiro do Paço

 

 

O Campo dos Mártires da Pátria, correntemente conhecido pelo nome anterior de Campo de Santana, é um espaço carregado de história, também na área central de Lisboa e é mais uma larga área ajardinada com cerca de 2,6 hectares de área, que hoje abriga alguns prédios usados por Embaixadas estrangeiras. Caminhando até aos Jardins do Torel, nas proximidades, você estará no lindíssimo palacete do Torel Palace, edificado em 1902, tão requintado que tem a decoração de cada quarto inspirada numa rainha portuguesa, ou numa rainha estrangeira que tenha reinado em Portugal. É aqui que você encontrará um autêntico miradouro sobre Lisboa, rodeado por jardins inebriantes, onde poderá deslumbrar-se com a vista fantástica sobre Lisboa e sobre o Tejo.

 

 

A poucos metros, você poderá pegar o Elevador da Lavra, um funicular na calçada do mesmo nome, que lhe deixará já nas imediações dos Restauradores, na Rua das Portas de Santo Antão, famosa pela imensa quantidade de restaurantes lotados de turistas; já quase no término dessa rua, chegando perto da Praça do Rossio, você pode degustar uma “ginjinha” de Óbidos numa tasca da região, conhecida por oferecer a melhor versão desse licor de ginja (similar à cereja) servido num pequeno cálice com uma fruta ou mais ginjas no fundo do copo (“com elas”). Se preferir algo bem menos “pagão”, digamos assim, pode entrar para conhecer a sóbria e maravilhosa Igreja de S. Domingos, no Largo do mesmo nome, provavelmente uma das mais belas igrejas portuguesas, edificada no século XIII pelo rei D. Sancho II.

 

 

Andando mais alguns metros você estará na Praça da Figueira, que, em outras eras foi o local do principal mercado da cidade e hoje é a região de confluência de vários meios de transporte urbano entre o centro da cidade e arredores; é de lá que parte o elétrico 15E, que leva hordas de turistas aos Jerônimos, por exemplo.

 

 

A poucos metros fica a Praça do Rossio e você pode fazer o percurso entre as duas praças pelo interior da Confeitaria Suíça, uma das mais famosas de Lisboa. A Praça do Rossio, ou Praça D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil), cuja estátua emoldura o centro da Praça, é o centro nevrálgico de Lisboa e é de lá que saem as 03 mais tradicionais ruas de comércio sofisticado, que ligam o Rossio ao Terreiro do Paço: a Rua do Ouro, a Rua da Prata e a Rua Augusta.  Indo pela mais famosa delas, a Rua Augusta, fechada ao trânsito, você cruzará o Arco triunfal e ingressará na Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço, já junto ao rio Tejo.

 

 

Essa praça monumental é uma das maiores da Europa, com cerca de 36 000 m² (180m x 200m) e é considerada o "centro oficial da capital e do governo do país". O lado sul, com as suas duas torres quadradas, está virado para o Tejo. Esta foi sempre a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio, desembarcam chefes de estado e outras figuras de destaque, como Isabel II de Inglaterra. Atualmente suas arcadas laterais albergam parte dos departamentos dos Ministérios do Governo Português, o Governo Civil de Lisboa e o Supremo Tribunal de Justiça e ainda vários cafés, entre eles o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos de Fernando Pessoa.

 

 

 

 

 

Estes roteiros me foram sugeridos por Fernando Jorge Monteiro Moz Teixeira e Maria Bordalo Maia, que por eles me ciceronearam. Gratidão!

 

 

 







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