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13/09/2016

Artigo de Paulo Monteiro

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A POSSE DA MINISTRA CARMEN LÚCIA DO STF


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A POSSE DA MINISTRA CARMEN LÚCIA DO STF

 

 

 

A avalanche de comentários críticos nas redes sociais sobre a presença de Lula como convidado de honra na posse da Ministra Carmen Lúcia como Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) fez-me recordar uma sábia e bastante conhecida reflexão atribuída a Clarice Lispector, amplamente citada, mas comumente ignorada no calor dos impulsos e dos julgamentos precipitados:

 

 

“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida”.

 

Ou, em português bem simples e transparente, antes de julgar, coloque-se no lugar do outro. De fato, antes de condenar a atitude da Ministra mineira pelo convite a alguém acusado – mas ainda não oficialmente julgado, diga-se  “en  passant” , mesmo levando em conta as avassaladoras evidências incriminatórias – de diversos crimes, há que se fazer a diferenciação entre a figura pública e profissional e a pessoal da Ministra.

 

Afinal, sob a toga da Ministra existe também um ser humano com direito a escolhas afetivas e pessoais, como qualquer um de nós. E é fato amplamente sabido que a Ministra Carmen Lúcia foi indicada pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva (esse mesmo Lula, presente como convidado de honra à posse) para ocupar a vaga do ministro Nelson Jobim, que se aposentou em 2006.

 

Daí, mesmo que não admitamos a presunção perfeitamente natural e plausível de que possam existir quaisquer tipos de laços afetivos entre o Ex-Presidente e a Ministra, o óbvio e elogiável sentimento de gratidão pessoal é motivo mais do que suficiente para justificar a presença não só de Lula, mas as presenças também controversas (por motivos diversos) de José Sarney, de Renan Calheiros e até de Caetano Veloso entoando o Hino Nacional. Porque, convenhamos, nesse âmbito de escolhas pessoais ninguém tem nada com isso, mesmo numa cerimônia sem dúvida oficial e pública, mas de caráter festivo.

 

Louvável, portanto, a atitude pessoal firme da Ministra, que só a qualificam mais ainda para o cargo que ora assumiu pela segunda vez (presidiu o STF pela primeira vez de 2012 a 2013, sendo a primeira mulher a exercer esse cargo), ao demonstrar mais uma vez integridade moral e coragem pessoal para assumir suas escolhas, mesmo sabendo que iria enfrentar a hostilidade e o clamor público adverso.

 

 

Pode-se até lamentar tais escolhas pessoais, mas isso não nos exime de respeitá-las. Até porque o comportamento profissional e os pronunciamentos da Ministra Carmen Lúcia têm-na isentado de qualquer protecionismo ou de parcialidade no exercício de sua profissão. De fato, além do conhecido estilo de vida contido e modesto da Ministra, que a levou a declinar de uma festa de posse, em geral paga por associações de magistrados num salão de festas em Brasília, seu histórico profissional recente aponta que, dentre os ministros, é a que mais se encontra em dia cumprindo as metas de julgamento e celeridade.

 

Se isso não bastar para serenar os ânimos mais exaltados, não custa relembrar que em novembro de 2015, Cármen Lúcia votou a favor da prisão do senador Delcídio do Amaral, então líder do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Foi a primeira vez na história que um senador em exercício foi preso no Brasil, e a leitura do voto da ministra tornou-se símbolo do fato. Nele, Carmem Lúcia faz pronunciamento em favor da prisão de Delcídio do Amaral, num pronunciamento onde compara a superação da esperança sobre o medo, um mote da campanha política do PT para eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da república, e o Mensalão sinalizando o escárnio em achar que imunidade é sinônimo de impunidade

 

"Houve um momento em que a maioria de nós brasileiros, acreditou, num mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois deparamos com a Ação Penal 470 e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: Criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da conclusão que imunidade, impunidade e corrupção...”  

 

 

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