Seja bem vindo !
CULTS E RARIDADES MUSICAIS
UM SITE DIRECIONADO A QUEM PROCURA DICAS E INFORMAÇÕES SOBRE MÚSICAS E LANÇAMENTOS EM CD DE GRUPOS E/OU INTÉRPRETES CONSIDERADOS "CULTS" OU ELITISTAS E DE ALTÍSSIMA QUALIDADE, EM TODAS AS ÁREAS DA MÚSICA POPULAR: ROCK ALTERNATIVO(INDIE), INDIE LO-FI, JAZZ, BOSSA NOVA, MÚSICA ELETRÔNICA, R&B, WORLD MUSIC, ETC...
Tradutor do Google
CURTA nossa página no Facebook

TOP 10

     " Clique abaixo na música
      escolhida para escutá-la "

DISCOS DO MÊS

SHOWS

ALTA FIDELIDADE

TELEGRÁFICAS URGENTES

HALL OF FAME

ARTES E CINEMA

BIOGRAFIAS

FILOSOFIA, POLÍTICA, SAÚDE & OUTRAS CIÊNCIAS

POESIAS PESSOAIS

OUTRAS RESENHAS

NEW AGE

OUTRAS RESENHAS & CRÍTICAS DIVERSAS
20/01/2017

A AMÉRICA QUE AMAMOS ODIAR


A AMÉRICA QUE AMAMOS ODIAR

 

 

 

É possível que seja um fenômeno que se verifique em quase todo o mundo e não seja exclusividade nossa, mas é realmente impressionante a forte carga de antiamericanismo que se observa no Brasil.

 

Ainda recentemente, por ocasião da morte do ditador cubano, Fidel Castro, foi possível compilar vários comentários públicos, de gente em gravíssimo surto de esquizofrenia que, a bem da verdade faria da Psiquiatria uma das carreiras mais bem sucedidas financeiramente, se este fosse um país com índices de desenvolvimento econômico pelo menos compatíveis com o bem estar material da maioria de seus habitantes; gente que, em nome de suas ideologias, prefere negar a realidade óbvia e construir uma Cuba que só existe no imaginário doentio de fanáticos e que escreve “pérolas” do tipo:

 

 “Cuba era um país governado pelo ditador mais corrupto - Fulgêncio Batista - que converteu a ilha num baixo meretrício onde os filhos do tio Sam iam fazer suas orgias. Quando Fidel assumiu, em represália, o governo americano, proibiu todos os países de comercializarem com Cuba. Daí a pobreza Material do país.(sic)”

 

Em uma única frase, você observa a existência de um desconhecimento da verdadeira história e de um antiamericanismo hipócrita sendo exposto em vários comentários. Inicialmente, é preciso ser dito que Fidel Castro não fez a Revolução com o fim de instalar o comunismo na ilha. Isso só aconteceu e Castro se colocou sob a esfera comunista da União Soviética, à época, por que os Estados Unidos se recusaram a apoiar a Revolução, o que o coloca exatamente no mesmo patamar de seu futuro parceiro, Luís Inácio Lula da Silva, como oportunistas de ocasião que apenas adotaram o marxismo como estandarte por pura conveniência e sede de Poder. A represália americana, no caso de Cuba, veio em seguida.

 

Nada a contestar quanto ao fato de que Fulgêncio Batista tenha sido o ditador corrupto, que de fato foi, e que Cuba naquela época fosse foco de atração para o turismo sexual, sobretudo provindo dos Estados Unidos. Só que o autor da frase “esqueceu-se” de acrescentar que, se Batista foi um ditador corrupto, quem o destituiu provou ser muito mais corrupto e infinitamente mais cruel e nocivo para o povo cubano, já que a ilha, se antes de Fidel Castro possuía indicadores econômicos dos mais positivos no continente americano (leia esse artigo http://spotniks.com/como-era-cuba-antes-da-revolucao/ ), hoje é exemplo de um dos países mais atrasados do continente, com indicadores péssimos em todas as áreas, inclusive em Saúde e Educação, contrariamente à propaganda mentirosa que as “milícias” esquerdistas tentam propagar pelo mundo (leia estes artigos: http://mercadopopular.org/2016/03/a-qualidade-do-sistema-de-saude-socializado-cubano-e-um-fato-ou-um-mito/  , http://olharatual.com.br/5-mitos-sobre-a-realidade-de-cuba/  , http://spotniks.com/educacao-cubana-em-18-imagens/  , http://www.politicaeconomia.com/2007/05/saude-e-educacao-de-cuba-uma-analise.html  e  tire  suas  próprias  conclusões)  

 

 

 

 

 

 

 

A falácia continua e o ódio aos Estados Unidos volta a dar as caras quando os autores (na verdade esse mesmo pensamento é repetido com ligeiras variações não só por militantes esquerdistas, como parece ser óbvio, mas também pela imensa falange de adeptos do antiamericanismo no país) em seu ódio irracional, se esquecem de que, independentemente de qualquer embargo e da relatividade da importância de tais embargos, como poderão ter constatado por alguns dos links acima, culpar terceiros quando os principais responsáveis de nossos infortúnios são sempre escolhas pessoais nossas revela-se uma tentativa vã de mascarar a verdade e de jogar poeira na cara da platéia que o tempo se encarrega de desmistificar. E hoje, com a popularização dos meios de comunicação e, particularmente, da internet e suas muitas redes sociais, tais táticas de dissimulação, ocultando dados de aferição críveis e deturpando fatos, que foram eficazes num passado não tão distante, servem apenas para caracterizar comportamentos facilmente identificados e catalogados na Patologia Clínica.

 

O antiamericanismo fica ainda mais patente, quando parte de brasileiros como nós, e se limita a citar Cuba, no tempo de Batista, como terreno fértil para o baixo meretrício provindo dos States - algo inegável -  mas se omite em citar os casos de Turismo Sexual em países como a Tailândia e no nosso próprio país, mais especificamente no Nordeste. Enquanto na Tailândia, os países próximos, como o Vietnam e o Camboja se encarregam de liderar as estatísticas de países que alimentam o turismo sexual, sendo seguidos pelos Estados Unidos, pelo Canadá e pelos países da Comunidade Européia nessa estatística, no “patropi”, como bem sabe qualquer cidadão brasileiro que viaje para curtir o sol e as praias nordestinas, é corriqueiro o desfile de menores a céu aberto nos principais bairros turísticos das grandes capitais, que visam à prostituição sexual e, sobretudo, à infantil.

 

E, segundo o Instituto Brasileiro de Turismo – Embratur, por possuir a maior parte da costa litorânea do país, com clima tropical, natureza rica e diversificada, cultura atraente e povo hospitaleiro, a região Nordeste é a que mais cresce em número de visitantes estrangeiros. Contudo, ora vejam bem, é a União Européia a origem de 62% dos turistas estrangeiros que visitam o Nordeste Brasileiro, e os principais emissores de turistas para o Brasil são: Portugal, Itália, Alemanha, França, Espanha, Inglaterra, Holanda e Suíça. Nem “tchuns” de qualquer referência a cidadãos americanos, apesar da maior proximidade geográfica.

 

Embora o turismo simples e familiar exista como possível “motivação para viagem”, o estudo menciona que o turismo sexual não pode ser considerado simplesmente um segmento a mais da atividade turística, mas sim uma de suas perniciosas deformações e certamente não é desvinculado das mesmíssimas fontes citadas como sendo as que lideram as estatísticas de turismo no país.

 

E, no entanto, o dedo acusador de um brasileiro insiste em apontar para os cidadãos dos Estados Unidos, aparentemente condoído pela sorte das crianças cubanas que se prostituíam nos tempos de Batista, mas não se manifesta em solidariedade às crianças nordestinas que se prostituem nos tempos atuais, apontando o dedo indicador para algum cidadão de país europeu! Estranho e surreal  não é?

 

Surrealismo que teima em dar crias, já que são esses mesmos dedos que não hesitam em condenar - com inteira justiça, aliás - o péssimo histórico de intervencionismo da grande nação americana, mas que, no entanto, se omitem em apontar históricos similares de países como a Rússia (e sua formação anterior a República Soviética), a China e a própria Cuba. Essa mesma Cuba que se queixa de sua situação de miséria “devido ao embargo dos americanos” (sic), mas paradoxalmente sempre teve dinheiro para encher os bolsos dos seus líderes e para armar fortemente o seu exército e intervir em Angola, por exemplo, durante as guerras de libertação daquele país, e que está por trás da forte repressão dos ditadores venezuelanos, Hugo Chavez e seu “clone”, Nicolás Maduro, recentemente. A mesma Cuba da oligarquia Castro que teve fôlego financeiro, movido a petróleo venezuelano, para encabeçar a organização comunista conhecida pelo nome de Foro de São Paulo, fundada em 1990 por Fidel Castro e pelo seu aliado no Brasil, o petista Luís Inácio Lula da Silva, com o intuito de instalar Ditaduras de esquerda em todo o Caribe e na América do Sul. Não coincidentemente os mesmos cérebros que se encarregaram de insuflar e propagar cada vez mais o antiamericanismo pelo país.

 

Quer outro exemplo claro e recente de antiamericanismo? Recentemente, “viralizou”  em rede social um vídeo no qual o comediante americano, Bill Maher, apresentador do programa “Real Time”, no canal HBO americano, em um dos episódios, faz duras críticas ao imperialismo norte-americano, dizendo que o Presidente Obama deveria sair pelo mundo e pedir desculpas pelo intervencionismo americano, citando o Vietnam, o México (por ter tido parte de seu território tomado pela potência estadunidense) e o Iraque, como vítimas do belicismo, da ganância e do expansionismo “yankee”. Até aí, tudo bem. Compartilhei a informação, claro. Afinal, qualquer ato desses, na essência é condenável, seja por parte de quem for.

 

Mas, em momento algum se viu vídeo similar pedindo que o Presidente Russo, o Primeiro Ministro Chinês ou o imperador Japonês tomem idênticas atitudes com relação a países por eles subjugados em determinado período da história. Até por que sempre só se cogita cobrar tal atitude de um país democrático e rico, como os Estados Unidos. Nunca de países sob regimes ditadoriais como os dois primeiros já citados, ou de países “pobres e oprimidos pelo imperialismo americano” (sic), como Cuba. Cuba, aliás, pôde até tentar promover a desestabilização da Venezuela e de toda a América do Sul, e Brasil inclusive, sob o olhar complacente da Administração Obama (por que, se assim não fosse seria chamada de “intervencionista” e “belicista”) e, no entanto, só quem tem que pedir desculpas é a “América Imperialista”.

 

 Já que foi citado o México, para não avançarmos muito longe na História, será que alguém se lembrou de pedir que o Brasil peça desculpas à Bolívia, por lhe ter arrancado o território do Acre, em nome de ambições ligadas à borracha, no final do século XIX?  Quem sabe até, poderíamos exigir que os uruguaios nos devolvam a totalidade de seu território, que era parte integrante da antiga Província Cisplatina brasileira? Provavelmente ninguém cogita, talvez por que só se conta como ambição a que se refere ao petróleo e “imperialistas gananciosos”, nesse caso, SÓ são os americanos.  

 

Acusa-se com frequência os americanos de serem preconceituosos e xenófobos, ainda mais agora que a nação americana elegeu um cidadão com um histórico pouco recomendável no assunto. OK. No entanto, que autoridade teremos para acusar apenas o povo americano, se na nossa maior e mais empreendedora cidade, tornada a potência que é em grande parte pelo esforço e suor de nordestinos, qualquer cidadão, de qualquer estado a norte do Rio de Janeiro, é conhecido genericamente - e provavelmente não haverá quem consiga negar a carga de preconceito existente nessa denominação -  como "baianinho"? Eu que o diga de observação própria, já que nasci no Norte do país e vivi muitos anos em Sampa, cidade que amo profundamente. Fico apenas especulando, como teria sido conhecido por lá, se além de "baianinho" não tivesse eu nascido alvo como a neve, se fosse "pardo" ou mesmo negro? Mas, racistas e preconceituosos são os americanos!

 

 Esse antiamericanismo parte não apenas de gente que ideologicamente tem toda a conveniência em não “enxergar” que, no bailado macabro das potências no tabuleiro internacional da geopolítica, todo o histórico de intervencionismos é gerado pelo confronto entre blocos de interesses contrários, num movimento cíclico de ação/reação no qual não existem cordeiros, apenas lobos e hienas. Um círculo vicioso hediondo que só poderá de fato cessar através de uma ação conjunta de boa vontade e pacifismo, que implica inicialmente em reconhecer que o belicismo e o intervencionismo não são exclusividade americana. A verdade é que a fonte de onde bebe esse antiamericanismo é bem mais turva e profunda: ela é cultivada em muitos casos por pessoas até sem qualquer simpatia pela ideologia esquerdista, mas que reverberam um ressentimento profundamente arraigado nas nações ao sul do Rio Grande, causado pela sombra poderosa e pela influência cultural e econômica dominante e por vezes asfixiante da grande nação norte-americana.

 

Quem fala de cátedra sobre o assunto é o jornalista, intelectual, compositor e produtor musical, Nelson Motta, que foi de esquerda na juventude, viu desmoronar o Muro de Berlim e o comunismo “real” da União Soviética e satélites, com suas mazelas e barbaridades, teve uma experiência de vida enriquecedora nos Estados Unidos, que o fizeram admirar a força da sociedade americana e o funcionamento de sua democracia e, como tantos outros, mudou, ao perceber por lá a “lógica implacável do capitalismo, que independe de vontade política, que independe de mobilização popular, que independe de conscientização das massas, que independe de justiça social. É uma máquina colossal de renda, de emprego, de bem estar, de liberdade, de garantias constitucionais, de justiça rápida. Na América você vê “in loco” os aspectos admiráveis do Capitalismo: a competitividade, a melhoria dos produtos, o respeito ao cidadão, o poder do voto; enfim, uma grande democracia em pleno funcionamento e a força dessa realidade que derruba qualquer argumento teórico”

 

 

 

 

 

 

É ele quem afirma com toda a propriedade e com todo o aval de sua experiência e neutralidade: 

 

 

Resultado de imagem para a américa que amamos odiar“No Brasil cultiva-se a síndrome da inveja crônica de americanos e de europeus, porque conseguem ser mais ricos, educados e viver melhor do que nós.

 

 

 

 

Complexo de culpa por um país com tantos recursos naturais e tanta beleza, com tudo para se tornar adulto, mas continua adolescente e acreditando em ilusões e almoços grátis, e ignorando que o governo não produz nada e que tudo que gasta é fruto do trabalho e do esforço de cada cidadão, que não sabe que as horas, dias e meses que você trabalha para sustentar o governo estão perdidos e não voltam mais: é vida e estão roubando a sua vida!”

 

É um fato! Cultivamos em relação à América aquela ambivalência de amor e ódio que temos pelo irmão mais bem sucedido. É a América que amamos odiar! Ou, como afirma aquela célebre frase de Psicanálise de algibeira: só odiamos aquilo que em nós mesmos rejeitamos. 

 

Quanto mais idolatramos  a competência, a técnica e o “glamour”  de seus ícones culturais mais vistosos, no cinema e nos espetáculos musicais e teatrais, por exemplo, mais nos frustramos com a sensação do inatingível que eles para nós podem parecer; quanto mais ansiamos pelo consumismo, secreta ou abertamente, em templos de prazer similares aos deles, mais nos comprazemos em desdenhar dos produtos-símbolo de suas indústrias; quanto mais emulamos descaradamente suas tradições festivas e adotamos milimetricamente suas nomenclaturas tecnológicas e comerciais, mais nos decepcionamos com a nossa incapacidade de cultivar e fazer prosperar com igual sucesso nosso próprio legado de tradições e cultura. Somos esmagados pelo nosso imenso complexo de inferioridade, que, em aparente paradoxo, tanto mais cresce quanto mais o rejeitamos.   

 

Tais complexos descambam em hipocrisias flagrantes e preconceitos raivosos, que, para além de simplesmente exteriorizarem ideologias contrárias aos interesses americanos, expõem lamentável sentimento de inveja. Uma inveja corrosiva que nos impede de enxergar o óbvio e que outros países não propriamente aliados e não necessariamente democráticos como os States, como é o caso da República Popular da China e da própria Rússia, há muito tiveram o bom senso de copiar. Uma inveja paralisante, que contribui para retardar cada vez mais a retomada do caminho que algum dia poderia colocar o Brasil nos patamares de Primeiro Mundo, já que, à falta de melhor, - e, nesse sentido o modelo de liberalismo econômico dos países nórdicos revela-se neste momento quase utópico pela absoluta ausência de isonomia cultural, educacional e climática - é em boa parte no modelo americano, em suas bem sucedidas conquistas econômicas, financeiras e sociais e em sua pujança como nação que o Brasil deve espelhar-se, aproveitando-se do imenso privilégio que significa poder, também, evitar os seus desacertos.

 

 

 

 

Resultado de imagem para a américa que amamos odiar

 

 

 







79 post(s) encontrado(s)

[1] [2] [3] [4] [Próxima]


REDE SOCIAL


CURTA nossa página no Facebook    

NAVEGAÇÃO

CONTATO

 

PAULO MONTEIRO

(11) 98664-8381

(48) 9629-4000

cultseraridades@gmail.com