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05/02/2017

Artigo de Paulo Monteiro

SOBRE IMIGRAÇÃO, MUROS, XENOFOBIAS E PROTECIONISMOS


SOBRE IMIGRAÇÃO, MUROS, XENOFOBIAS E PROTECIONISMOS

 

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É fácil, cômodo e tem o vistoso manto do humanitarismo politicamente correto, uma tentação a cujo brilho é muito difícil resistirmos - mas apenas quando os nossos interesses pessoais não estão “na reta”, ressalve-se –, por que é barato demais, simpático demais, conveniente demais aderir a tal atitude, sejamos honestos. Simplesmente irresistível! Por que não, se os dividendos, a curto e médio prazo, brilham como letreiro de “néon” em porta de bordel e podem parecer atraentes demais, irrecusáveis demais? Pra quê “pagar o mico” de ter quase todos contra nós e posar de vilão na história, ainda por cima? Ninguém merece!

 

Muito menos “euzinho”, que de bobo nada tenho e que pra ser mais um “bonzinho” nesse filme tenho o suporte de toda uma “corrente” de politicamente corretos e progressistas encabeçada por vários “gurus da intelligentsia” e do “glamour de boteco”, que arrotam caviar por todos os poros e orifícios, mas, que se arrogam hipocritamente como os defensores dos menos favorecidos, dos desvalidos da miséria e da fome, dos órfãos das guerras e dos desafortunados da sorte, desde que os sacrifícios recaiam no lombo dos outros, obviamente. Mas, como refutá-los se têm até uma Ideologia pomposa e utópica a apoiá-los? Uma ideologia fundamentada por teorias já decrépitas, verdadeiros trastes tornados obsoletos e desacreditados até à medula pelo vergonhoso histórico de fracassos onde quer que tenham sido colocados em prática, mas que ainda dão pro gasto em países do Terceiro Mundo ou em países em vias de desenvolvimento e em nichos pretensiosamente progressistas e que se passam por “modernos”, como Universidades, parte da Mídia engajada, Sindicatos e ONGS, quando utilizam seu brilho cintilante e oco para atingir ou propagar determinados objetivos oportunistas e populistas e quando seduzem mentes mais convenientes, ou menos avisadas,que não se apercebem do véu ilusório que encobre o fosso abissal a separar o idealizado mundo das idéias do mundo real  e que, em conseqüência,  ainda se permitem “embarcar” em ideais utópicos. Uma ideologia prostituída e maldita, expulsa a pontapés após muito sangue e lágrimas de onde quer que tenha se amortalhado, mas que esperta e maliciosamente disfarça seus objetivos, espúrios ou fadados ao insucesso, vestindo o manto “puro e imaculado” de vestal e defensora incondicional de ideais e princípios caros a quase todos. E quem ousaria ser tolo de se posicionar contra tais ideais e princípios, na teoria? Como não ser seduzido por esse canto de sereia, que até eco tem na voz do ídolo genial, John Lennon, e seu hino maravilhoso, “Imagine” com aquela letra que rouba os corações e mentes mais empedernidos: “Imagine que não houvesse nenhum país/ Não é difícil imaginar/Nenhum motivo para matar ou morrer/ E nem religião, também”?

 

Pois é! Belíssimo! Lindíssimo!Mais atual e sedutor impossível! E não é difícil de imaginar mesmo. Mas, pelos vistos, apenas na teoria, por que, na prática é tão utópico ainda quanto o foi no já distante ano de 1970, quando foi escrito. Se, naquela época, ainda era possível falar de ingenuidade e algum idealismo que nos levasse a acreditar na viabilidade prática imediata desses conceitos, hoje, os bombardeios permanentes no Oriente Médio, as atrocidades das milícias no continente africano, o 11 de Setembro e o obstinado empenho dos variados grupos fundamentalistas, apenas para citar alguns exemplos mais notórios, não permite mais margem alguma para tais devaneios.

 

Todas essas considerações são tecidas em função de um tema que tem ocupado exaustivamente a atenção da mídia internacional e tem dividido a opinião pública mundial: o crescente fluxo imigratório de cidadãos provindos de países do chamado Terceiro Mundo – particularmente quando envolve cidadãos de determinados países islâmicos - ou de países em vias de desenvolvimento para os países com maior estabilidade e progresso econômico e as recentes medidas protecionistas, cada vez mais duras e restritivas, adotadas pelos países alvo de tal invasão. Especialmente agora, com a recente ascensão à Presidência da nação mais influente do mundo, os Estados Unidos, de um líder impulsivo, autoritário e pouco inclinado a atitudes simpáticas de “bom mocismo”, que encampou toda essa reação conservadora e com o prenúncio de uma maré similar no continente europeu, como resposta às políticas tíbias de vários governos progressistas.  Respostas que vêm rodeadas de medidas extremas, sensacionalistas, ruidosas, e até profundamente inábeis, em alguns casos. Mas que precisam ser analisadas sob um ângulo menos passional e mais imparcial para serem julgadas.

 

Para tal, existem três perguntas fundamentais a ter em mente e várias outras delas derivadas que poucos ousam fazer, mas que estão no cerne mais profundo de toda essa celeuma:

 

1)      A sua postura é realmente imparcial e você não advoga em causa própria, ou em solidariedade aos seus, algo que provavelmente invalidaria inteiramente seus argumentos?

2)      Obedecerão de fato a critérios justificada e genuinamente humanitários aqueles que são alinhavados por todos os opositores dessas medidas?

3)      Será justo alguns pagarem isoladamente pelas escolhas errôneas, individuais ou coletivas, dos outros?

 

Se você advoga em causa própria, ou em solidariedade aos seus familiares e conterrâneos - o que vem a dar quase no mesmo - para justificar a sua indignação com as decisões dos governantes do país para o qual imigrou ou tenciona imigrar, apenas poderia lhe dizer que os interesses de um país, e, neste caso, os de um país que não é o seu país de origem e no qual você é um intruso, ou quando muito um hóspede, enquanto não estiver inteiramente legalizado, constituem – ou pelo menos deveriam constituir - a prioridade dos governantes daquele país para com os seus próprios cidadãos. E tais interesses podem conflitar enormemente com os seus. Inúteis, também, os argumentos baseados num eventual passado “diferenciado” daquele país, mais favorável, por exemplo, à aceitação de consideráveis fluxos migratórios. O que é que isso tem a ver? As situações se alteram a cada dia e governantes administram o momento presente de seus países e devem a seus governados obrigações para com esse presente, em toda a sua plenitude (Social, Econômica, Educacional, Segurança, etc...). Quem administra passado é Museu. Dessa forma, talvez a única coisa que lhe reste a lamentar será ter chegado um pouco tarde demais àquele país, ou em momento pouco propício a seus fins, e tentar a sorte em outro país mais receptivo e mais necessitado de imigrantes.

 

Se conseguir tirar o foco exclusivamente do seu umbigo e colocar-se no lugar do outro, talvez  consiga perceber que não são assim tão descabidas algumas medidas restritivas, por mais exageradas e punitivas que possam lhe parecer, sobretudo se tiver a honestidade intelectual de reconhecer que 1) é extremamente difícil conter a avassaladora invasão de imigrantes ilegais que – não sem justificada razão, pois, afinal, buscar o melhor para si  e para os seus, sobretudo em situações extremas de miséria e guerras, é um direito inalienável de todos, embora isso não signifique que a razão e o êxito nisso tenham que estar sempre do lado de quem tenta – buscam melhores condições, e até mesmo a sobrevivência, em alguns casos, em outros países mais estáveis 2) a estrutura dos países alvo de tal fluxo nem sempre suporta a contínua carga imigratória ilegal que recebe e não é justo que tal peso onere ou venha a prejudicar a trajetória e o progresso do país receptor, que se esforçou ou foi mais hábil em fazer melhores escolhas em prol a seus próprios cidadãos. Deixaremos para analisar mais à frente os argumentos dos que tentam invalidar quaisquer medidas restritivas causadas pelo fluxo imigratório livre e indiscriminado com base em eventuais “débitos kármicos” do passado acumulados pelo país receptor, quer tais alegados débitos sejam mais remotos ou mais recentes. 3) por delegação dos demais ocupantes, é da competência exclusiva do dono da casa decidir de que forma  quer administrá-la e se autoriza ou não que sua “casa” seja tomada por inquilinos por vezes indesejados. E isso não é nada pessoal e nada tem a ver com xenofobia, um termo vulgarizado atualmente e ao sabor de acusações gratuitas, mas indevidas. Tem a ver com Direitos, Ordem, e Autoridade e com o fato de que certas decisões na “casa” alheia podem não levar em conta os seus interesses. E nem teria por quê. Se discordar, então estará concordando, em nome da coerência, em abrir a sua casa indiscriminadamente a qualquer intruso que a invadir e nela desejar permanecer.

 

Por outro lado, e é bom ressalvar também aquilo que qualquer imigrante que resida nos Estados Unidos há alguns anos sabe, antes de centralizar seu ódio no atual presidente americano: o governo que mais deportou imigrantes ilegais nos States foi o governo Democrata do “boa-praça”, Barack Obama. Mas, espertamente, como bom mocinho que é, fez isso “em surdina”. E, convenhamos, a “surdina” e a hipocrisia são sempre politicamente corretas, no entender de muitos. Da mesma forma, muro separando os Estados Unidos do México está presente em cerca de 33% da fronteira EUA-México e existe desde 1994, quando o Democrata Bill Clinton – marido da derrotada candidata Hilary Clinton, olha só que irônica coincidência -  iniciou a sua construção como parte do programa anti-imigração-ilegalconhecido como Operação Guardião (Operation Gatekeeper) e a repressão à imigração ilegal nas fronteiras americanas sempre foi extremamente atuante, sem ninguém reclamar. Qualquer cinefilozinho leigo e de araque, como eu, está cansado de saber disso.  Da mesma forma, idêntico muro separa o México dos vizinhos menos afortunados da Guatemala e não se lê nenhum artigo sensacionalista nas mídias internacionais, sempre hábeis em manipular a opinião pública quando isso lhes interessa, apedrejando o governo mexicano.  Porquê tanta gritaria agora? Talvez, quem sabe, por que a inabilidade política, a impulsividade, ou o excesso de franqueza do Republicano, Donald Trump, que, para muitos passa como exemplo da arrogância politicamente incorreta norte-americana, expôs o flanco aos ataques raivosos de seus opositores e deu visibilidade à hipocrisia que estava latente. Ou talvez porque esse é um jogo que convém a grande parte da mídia internacional e a alguns segmentos específicos contrários às diretrizes de Trump, mas, muito provavelmente, não dá voz necessariamente os interesses “humanitários” que você imagina.  E isso leva à pergunta: de onde parte toda essa gritaria? Quem a alimenta e a quem interessa?

 

É significativo, nesse contexto, que o recente pronunciamento do atual Secretário-Geral da ONU, António Guterres, condenando as iniciativas defensivas de Trump tenha ocorrido logo após a declaração do Republicano de que os Estados Unidos estão se preparando para cortar radicalmente os financiamentos americanos ao órgão. Quando muito, é lícito afirmar que é uma postura bastante tardia. Para exemplificar exemplarmente o que falo e você entender melhor ainda o que é Política, de que maneira costumam atuar os políticos e como a Mídia manipula as informações a seu bel prazer de forma a influenciar a Opinião Pública – a sua, a minha e a de todos nós – e conseguir apoio apenas para os pontos de vista que eles defendem, omitindo e deturpando fatos que não lhes convém, dê uma olhada no vídeo abaixo. Não é longo e vai radiografar exatamente alguns pontos de vista que estou citando:

 

 

 

 

 

Deu para tomar consciência do que estou querendo dizer? Pois é! Portanto, reflita bem, antes de julgar precipitadamente, sobretudo em Política, tentando identificar com a maior clareza possível quais as fontes de onde provém a informação que chegou a seu conhecimento e quais os níveis de isenção dessa fonte, ou quando for tentado a seguir apenas a sua simpatia pessoal, se isso der muito trabalho.

 

Por outro lado, se o caso for falar de medidas restritivas à Imigração de Muçulmanos para países não-muçulmanos, leia informações aprofundadas sobre o assunto, como as que são sugeridas na leitura abaixo e veja os dois vídeos aqui reproduzidos com informações abalizadas e confiáveis sobre o assunto, antes de emitir opiniões emotivas e pretensamente “humanitárias” antes de julgar que os outros sejam xenófobos e intolerantes:

 

Com mais de 3 milhões de visualizações no Youtube em sua versão original de 2015 em inglês, “A história não contada do Islamismo, em números” é uma apresentação franca e aberta de Raheel Raza, presidente da entidade Muslims Facing Tomorrow (Muçulmanos Encarando o Amanhã), sobre a aceitação de que o Islã radical é um problema maior do que a maioria dos governos e indivíduos politicamente corretos estão dispostos a admitir.

 

 

 

 

Incluído no vídeo, junto às bravatas de Barack Obama e Hillary Clinton, o “piti” que foi dado em 2014, pelo ator, diretor e militante de esquerda, Ben Affleck, no programa de TV “Real Time”, do apresentador e também militante de esquerda (mas bem mais sincero quando o assunto é islamismo), Bill Maher, é o melhor exemplo de como a afetação histérica de bom mocismo prejudica o debate, com a invariável distorção das constatações alheias, além da disparada de rótulos contra contendores que se atêm aos fatos para discutir quais seriam as melhores maneiras de evitar massacres de inocentes.

 

As diferentes camadas de radicalismo na demografia dos muçulmanos – jihadistas, islamistas e fundamentalistas – são examinadas pela correligionária com base em levantamento divulgado em 2013 pelo Pew Research Center – instituto cujos dados também foram utilizados por Ben Shapiro no vídeo “O mito da minoria radical muçulmana“

 

 

 

 

 

 

Quando, por medo de serem chamados de racistas ou islamofóbicos, pessoas deixam de denunciar atividades suspeitas de terroristas que depois matam inocentes, como aconteceu em San Bernardino, Paris, Cannes, Berlim, ou quando países de primeiro mundo aceitam imigrantes e refugiados de maneira indiscriminada, como aconteceu na Europa, graças às políticas populistas de Angela Merkel, a governante do país líder da Comunidade Européia, e graças ao viés Social e Humanitário desfocado dos países nórdicos, que está tornando esses países em subsidiários do Islamismo, o politicamente correto se consagra como ferramenta auxiliar do terror fundamentalista e do horror da “sharia” muçulmana. Nada pessoal, mas pelo que se sabe a “sharia” faz parte da cultura muçulmana. Não da ocidental. Humanitarismos à parte.

 

Afinal de contas, se é para invocar o humanitarismo, é bom lembrar em primeiro lugar que países muçulmanos não acolhem refugiados. Alguns, ricos e prósperos, graças ao petróleo abundante, como Dubai, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. A similaridade e a sintonia de costumes e tradições existente entre tais países e os refugiados certamente seria maior do que em qualquer outro país do mundo e simplificaria imensamente o processo de adaptação dos novos cidadãos. Por que razão, então, é que só os países europeus e a América do Norte é que devem acolhê-los? Por que só se cobra humanitarismo desses países? Estranho, não é?

 

 

 

 

 

 

Quem sabe tomando contato com a verdadeira realidade do mundo muçulmano, você possa se colocar no lugar de europeus e de americanos, alvos prioritários do ódio – ou seria da inveja em suas mais sinistras manifestações? - de tantos muçulmanos (e não apenas dos Fundamentalistas e terroristas, como as informações deixarão bem claro) e possa pelo menos tentar entender a posição defensiva de seus governantes. E não cabe aqui discutir se os Estados Unidos e os países da Europa Ocidental são ou não merecedores de tal ódio. Você estaria com isso adotando a mesmíssima linha de pensamento de um terrorista e de um fundamentalista. Além do que, isso é assunto para vários outros livros e artigos e não é o que está sendo avaliado neste momento. O que está em pauta aqui é o direito que tem qualquer pessoa – e, por extensão, qualquer país - de tentar proteger sua casa e os seus? Você vai querer tirar de alguém, ou de um país, tal direito? Em nome de quê? Humanitarismo?  Compaixão?

 

Para responder à segunda pergunta, se você não se enquadra em nenhum dos critérios descritos nos dois primeiros parágrafos deste artigo e se considera um legítimo defensor do Humanitarismo em qualquer circunstância, sugiro que leia atentamente o mais do que esclarecedor artigo do monge budista vietnamita, Thich Nhat Hanh, um dedicado ativista da Paz, reconhecido mundialmente como uma referência de Sabedoria, “A Compaixão é Inteligente”:

http://www.cultseraridades.com/esoterismos-detalhe.php?id=302&A++++COMPAIX%C3O++++%C9++++INTELIGENTE

 

 

Se ainda assim, você se considera mais sábio e humanitário do que um consagrado ativista pacifista e teima em não levar em consideração os argumentos contrários aos seus, então me desculpe, mas seu caso é fanatismo puro. Algo provavelmente irremediável e que até poderia ser analisado com mais acuidade em Fóruns Psiquiátricos, mas impossível de ser levado como argumento racional e justo em qualquer Debate Político.

 

Com tal leitura em mente, podemos passar à terceira pergunta.

 

Vamos tentar analisá-la, inicialmente igualando os dois pontos de vista: o pessoal e o coletivo. E porque igualá-los? Por que mesmo considerando, no caso das escolhas que envolvem uma coletividade ou um país, que muitos cidadãos desses países que alimentam o fluxo migratório não tiveram o privilégio de usufruir de direitos democráticos que lhes permitiram escolher governantes que pudessem ter tomado decisões mais sábias por eles – ou, pelo menos, não tão erradas -, mesmo assim subsiste a pergunta: você acha correto impor a qualquer custo as conseqüências dos seus erros - ou dos erros do país a que pertence - a outrem? Ou seja, você acha correto alguém pagar por escolhas – pessoais e coletivas – econômicas, políticas, culturais e educacionais errôneas e que foram exclusivamente suas e do país onde você nasceu? E, mais, você nega a esse alguém o direito a se defender das conseqüências de tais escolhas pouco inteligentes cometidas por você ou por seus governantes? Pense bem antes de responder, por que, dependendo da sua resposta, o verdadeiro radical pode ser você.

 

Por mais que você tente argumentar lembrando a possível responsabilidade e a participação de alguns países, e até a daquele país para o qual tenta imigrar ilegalmente, nos processos que levaram o seu país à situação de miséria, de conflitos sangrentos ou de inviabilidade política e econômica em que se encontram – e é inegável que isso possa ter acontecido e acontece em muitos casos -, por mais que você tente culpá-los e demonizá-los, isso não derruba de forma alguma a seguinte verdade: o único e grande responsável por todas as suas escolhas é você, da mesma forma que os únicos responsáveis pelas escolhas do seu país são os seus governantes. E você, como cidadão desse país está ligado a tais escolhas, quer aceite isso ou não. E sempre seremos responsáveis pelas escolhas que nos dizem respeito. Pois sempre, e em qualquer circunstância, haverá espaço para escolhas.

 

É exatamente a mesma coisa que ocorre entre pais e filhos, no plano psicológico e familiar. Por mais que seus pais tenham incorrido em erros que possam ter afetado seu desenvolvimento humano - e é provável que isso ocorra em maior ou menor escala – sempre haverá um ponto em que restará você como o único responsável pelas escolhas que fizer em cima daquilo que tiver recebido. Seja lá o que for que tiver recebido. Não importa: você teve a chance de escolher. Qualquer livro de Psicologia de algibeira poderá lhe afirmar isso.

 

Posto isso, você dirá, talvez, que sou a favor do protecionismo, do isolacionismo, da intolerância, da xenofobia, da construção de muros entre pessoas e entre países, de leis que impeçam muçulmanos de entrar em países ocidentais, de ser insensível e colocar obstáculos à realocação de refugiados fugindo de conflitos sangrentos, enfim de tudo aquilo em que quiser acreditar. Pode me chamar de fascista, reacionário, conservador, do que desejar.  Acredite no que quiser e no que lhe for mais conveniente. Quem manda no seu julgamento é você.  Mas, se quer saber, na verdade, na teoria, sou contra tudo isso. Sou um sonhador, idealista e fã de carteirinha do Lennon que nem você, só que a maioria desses conceitos, belíssimos na teoria, funciona apenas como farol a sinalizar uma meta quase sempre muito distante e precisam ser discutidos com sabedoria e sem partidarismos injustos nem passionalidades cegas. Por outro lado, grande parte deles precisa ser adaptada à crueza da realidade que ainda vivemos; e é essa sutil cortina quântica que separa o ideal e o possível que é maliciosamente explorada por políticos engajados, ou comprometidos com interesses específicos, e pelos infindáveis oportunistas de plantão.

 

Afinal, na teoria, ninguém, de coloração política alguma, é louco de se posicionar contra os valores universais de Paz, Tolerância, Compaixão, Bondade e Justiça. Mas, na prática, as formas e as intenções com que se exercitam tais valores podem levar a resultados inteiramente diferentes.

 

No entanto, sempre com tais conceitos teóricos como bússola, no universo pragmático dos conflitos e das diferenças, cabe a todos nós posicionarmo-nos, sempre, a favor de escutar os argumentos de ambas as partes, ou de todas as partes envolvidas e de ter a isenção necessária para tentar buscar a melhor opção de justiça para todos, cabe, também, tirar o foco do próprio umbigo em nome do interesse coletivo, a única forma de conseguir que a nossa voz transponha a vala comum dos comentários e julgamentos levianos e tendenciosos, condenados à mediocridade da lixeira, aonde jaz anônima a maioria dos comentários erráticos, cabe não tentar deturpar maliciosamente os argumentos que não nos beneficiem, ou que não condizem com os valores que defendemos, cabe sempre tentar se informar correta e compulsivamente dos fatos, tentando separar o trigo do joio - algo absolutamente imprescindível num mundo como o nosso em que pululam milhares de informações, mas a maioria viciosa e nem sempre críveis - e, finalmente, - regrinha de ouro – é imprescindível sempre se colocar no lugar do outro, ou dos outros, para enfim ter a compreensão plena de cada tema em discussão ou conflito e poder praticar o verdadeiro Humanitarismo e a Compaixão Inteligente, aquela que “significa usar a inteligência para impedir que as outras pessoas cometam violência, não só contra si mesmas, mas também contra nós”, como afirma o mestre Thich Nhat Hanh.

 

 

 

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