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26/03/2017

Artigo de Fábio Giambiagi

A AVERSÃO AO CAPITALISMO NO BRASIL


A AVERSÃO AO CAPITALISMO NO BRASIL

 

 

 

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“O Brasil não gosta do sistema capitalista. Os congressistas não gostam do capitalismo, os jornalistas não gostam do capitalismo, os universitários não gostam do capitalismo.... O ideal, o pressuposto que está por trás das cabeças, é um regime não capitalista e isolado, com Estado forte e bem-estar social amplo.”

 

(Fernando Henrique Cardoso  em “A Arte da Política: a História que vivi”)

 

 

 

 

 

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O Brasil é um país com um componente anticapitalista fortemente enraizado na sociedade. A persistência desse elemento cultural e idiossincrático é um dos maiores obstáculos para que o país tenha nos próximos 10 a 20 anos uma pujança maior. “Alavancar o crescimento “, no mundo em que vivemos, significará combater frontalmente esse viés. No limite, os anos acabarão por convencer mais pessoas acerca do equívoco de certas posições. O problema é que, como diz um antigo ditado anônimo, “o tempo é o melhor professor, mas infelizmente demora muito a chegar”. Na ausência de uma mudança de atitude, é difícil vislumbrar um cenário de grande dinamismo para a Economia. A idiossincrasia é uma força monolítica contra a qual será importante se mobilizar.

 

Não deixa de ser espantosa tal postura, quando sabemos que o país mais populoso da terra – a China – só teve o crescimento impressionante que apresentou nos últimos 40 anos e diminuiu acentuadamente o número total de miseráveis no mundo, sendo nisso secundado, em menor intensidade, pela Índia, um país também com um contingente populacional enorme que tem passado por um crescimento econômico também expressivo, depois que adotou integralmente o capitalismo. Em tais circunstâncias, a idéia propagada por esquerdistas, de “termos  ricos cada vez mais ricos, produzindo  necessariamente (por quê?) novos pobres” é de um determinismo reducionista inteiramente divorciado da realidade.

 

Sintomática dessa aversão manifesta da mídia brasileira em relação ao capitalismo, entre vários outros exemplos, é o comentário de um comentarista, em setembro de 2014, crítico daquilo que ele julgava ser um debate ideológico pobre, mais uma vez no contexto eleitoral, citara “o auge da barbárie neoliberal”, expressão que aparentemente dispensa a necessidade de comentar em mais detalhes o que caracterizaria o “auge”, quais os traços distintivos da “barbárie” e, muito menos, o que se entedia como “neoliberalismo”, talvez uma das expressões mais escritas na mídia e certamente uma das mais mal explicadas, pelo fato de que aqueles que a utilizam subentendem que o leitor sabe a que está se referindo, embora frequentemente isso não esteja claro sequer para o autor da frase. Já a facilidade com que se usa o termo “barbárie” lembra a conclusão de Montaigne, em seus Ensaios, de que “chacun appelle barbarie ce qui n” est pas de son usage (Cada um chama de barbárie àquilo que não é de seu uso)”.

 

Indo num crescendo ideológico, um dos ícones da crítica ao capitalismo assim se expressou, outra vez no jornal O Globo e novamente no calor do debate eleitoral, em setembro de 2014, ao fazer uma reflexão sobre o mundo que nos cerca: “A escolha continua sendo entre  socialismo e barbárie”. Pode-se não saber mais o que  seja socialismo, mas, para saber o que é barbárie, basta abrir os olhos”. Definitivamente, o leitor é levado a passar uma borracha nas atrocidades do governo Mao na China, na pré-abertura dos anos 1970, e o autor da frase infeliz parece ter se esquecido num breve lapso de memória do que representou o stalinismo na Rússia, magnificamente retratado por Leonardo Padura, no seu livro sobre a saga de Léon Trotski. É evidente que, comparativamente a tais versões de socialismo, qualquer capitalismo de hoje, por mais “selvagem” que pareça, não passa de um piquenique no parque.

 

É essa a vanguarda na nossa mídia!

 

 

 

(Fábio Giambiagi  em  “Capitalismo: Modo de Usar” )

 

Resultado de imagem para fábio giambiagi***  Fábio Giambiagi é economista, com graduação e mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Filho de argentinos e criado na Argentina, ele é ex-professor da UFRJ e da Pontifícia Universidade Católica (PUC- Rio). Funcionário concursado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde 1984. Ex-membro do “staff” do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, nos Estados Unidos (EUA). Ex-assessor do Ministério de Planejamento. Coordenador do Grupo de Acompanhamento Conjuntural do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) entre 2004 e 2007. Autor ou organizador de mais de 25 livros sobre economia brasileira. Assina uma coluna mensal no jornal Valor Econômico e outra no jornal O Globo.

 

 







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