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24/05/2017

Alguns esclarecimentos publicados por Diogo Escostegui, Editor Chefe da Revista Época e retuítados pelo Procurador da Lava-Jato, Deltan Delagnol

BASTIDORES DA DELAÇÃO DA JBS


BASTIDORES DA DELAÇÃO DA JBS

 

 

Diogo Escostegui

 

Antes de julgar precipitadamente que a PGR tenha sido generosa demais com os executivos da JBS, considere os seguintes pontos importantes para sua reflexão:

1. Os executivos estavam em posição estratégica vantajosa; acossados por investigações, mas não de cócoras. Não haviam sido pegos à vera;

2. Joesley arriscou-se ao gravar o presidente da República, um de seus principais assessores e Aécio Neves. Reuniu provas fortes de crimes.

3. Joesley e os demais toparam arriscar-se ainda mais, fazendo, pela primeira vez na Lava Jato, ações controladas para flagrantes pesados;

4. Os benefícios da colaboração estavam atrelados ao êxito dessas ações arriscadíssimas, contra alguns dos mais poderosos políticos do país;

5. Joesley e os demais foram os primeiros corruptores - criminosos confessos - a entregar provas de graves crimes presentes e pretéritos;

6. Joesley e os demais depuseram, confessando crimes, e apresentaram provas materiais de pagamentos de propina a 1,8 mil políticos;

7. Joesley e os demais confessaram pagamentos de propina da ordem meio bilhão de reais;

8. O conjunto das provas apresentadas pelos sete executivos da JBS talvez supere, em força probatória, até mesmo a dos 77 delatores da ODB;

9. Joesley - um criminoso confesso, novamente - acertou a maior multa individual já firmada na Lava Jato;

10. O acordo de leniência da JBS ainda não foi fechado. Pode igualar ou mesmo superar o da Odebrecht. Dinheiro que volta aos cofres públicos;

11. Relevante: ao dizimar os políticos brasileiros, os delatores estão comprometidos a contar a verdade nas centenas de processos que virão;

12. Se Joesley e os demais cometeram crimes ao especular com a própria delação, podem ser punidos por isso. E as provas continuam valendo;

13. (Não está no acordo) A PGR concordou que as ameaças de morte recebidas por Joesley eram sérias. Por isso a autorização para sair do país;

14. Os delatores, é claro, comprometem-se a cessar o cometimento de crimes. Podem violar essa cláusula. Mas, se pilhados, vão para a cadeia;

15. Os benefícios dessas delações aos processos da Lava Jato, atuais e futuros, superam a leniência concedida aos delatores? Para a PGR, sim;

16. Findo o resumo. Ressaltados esses pontos, que podem ser úteis, todos podemos fazer a mesma avaliação: valeu a pena para o Brasil?

 

 

 

Deltan Delagnol

 

Só para arrematar, alguns pontos que julgo relevantes sobre o momento. Quem sabe possam enriquecer a reflexão de vocês:

1. A delação da JBS é forte e ampla. A verdadeira extensão dela ainda será explorada nos próximos dias;

2. Não há qualquer indício factual de conspiração ou má-fé por trás do acordo. Isso não significa que não se possa criticar os termos dele;

3. Sem a delação, porém, não haveria confissão de crimes gravíssimos contra o presidente da República, Aécio, Lula, Dilma, Renan, Cunha...

4. Sem a delação também não existiriam ações controladas que revelaram evidências de crimes cometidos pelo presidente e por Aécio;

5. Sem a delação não haveriam provas de que Lula e Dilma mantinham R$ 300 milhões em propina junto à JBS;

6. Sem a delação, alguns dos principais políticos que lutam para embaraçar a Lava Jato estariam fortes e em condições de destruir a operação;

7. Pobre do país que tem um presidente da República investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa;

8. A Constituição prevê soluções para essa grave crise. Nenhuma delas envolve eleições diretas, como querem o PT e alguns;

9. O momento exige lucidez, serenidade e moral daqueles que se preocupam com os rumos do país e podem ajudar numa transição até 2018;

10. Aqueles que corromperam a República, cavando trincheiras no topo das instituições políticas, de tudo farão para prosseguir delinquindo;

11. A tão desejada estabilidade política virá, mesmo no curto prazo, somente com o cumprimento da lei, não de acordos subterrâneos.

12. Quem faz da agressão às leis método de cuidar da coisa pública nela não deveria ter mais lugar. Não se pode perder esse norte mínimo.

 

 







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