Seja bem vindo !
CULTS E RARIDADES MUSICAIS
UM SITE DIRECIONADO A QUEM PROCURA DICAS E INFORMAÇÕES SOBRE MÚSICAS E LANÇAMENTOS EM CD DE GRUPOS E/OU INTÉRPRETES CONSIDERADOS "CULTS" OU ELITISTAS E DE ALTÍSSIMA QUALIDADE, EM TODAS AS ÁREAS DA MÚSICA POPULAR: ROCK ALTERNATIVO(INDIE), INDIE LO-FI, JAZZ, BOSSA NOVA, MÚSICA ELETRÔNICA, R&B, WORLD MUSIC, ETC...
Tradutor do Google
CURTA nossa página no Facebook

TOP 10

     " Clique abaixo na música
      escolhida para escutá-la "

DISCOS DO MÊS

SHOWS

ALTA FIDELIDADE

TELEGRÁFICAS URGENTES

HALL OF FAME

ARTES E CINEMA

BIOGRAFIAS

FILOSOFIA, POLÍTICA, SAÚDE & OUTRAS CIÊNCIAS

POESIAS PESSOAIS

OUTRAS RESENHAS

NEW AGE

OUTRAS RESENHAS & CRÍTICAS DIVERSAS
04/08/2017

Artigo de Olavo de Carvalho

LÍNGUA DUPLA E ESTRATÉGIA


LÍNGUA DUPLA E ESTRATÉGIA

 

 

 

 

 

 

 

"A língua dupla caracteriza as serpentes no mundo natural, o diabo no reino do espírito, e as idéias queridas da modernidade no mundo humano e histórico"

(Olavo de Carvalho) 

 

 

 

Não há hoje em dia lugar-comum mais comum do que descartar sumariamente qualquer alegação contra o “esquerdismo” sob o pretexto  de que nasce do “ódio”. Mais tipicamente: do “ódio visceral”!

 

Você diz que os comunistas promoveram os maiores genocídios da história? É “ódio visceral”. Você afirma que criaram o Gulag e o Laogai, rede de campos de concentração que superaram as mais macabras ambições dos nazistas? É “ódio visceral”. Você se queixa de que bloqueiam a divulgação de seus crimes? É “ódio visceral”.

 

Depois de repetirem isso umas centenas de vezes você ficará parecendo mais mau do que aqueles que mataram 100 milhões de seres humanos, prenderam outros tantos e hoje proíbem você de tocar no assunto.

 

Pensando bem, você é que é um genocida, um tirano, um monstro. Eles apenas mataram uns quantos milhões de pessoas, conservando, mediante prodígios de inventividade lógica, uma linda auto-imagem de almas santas e bem-intencionadas. Aí vem você e impiedosamente rasga essa auto-imagem. Você é muito malvado, rapaz. Você não tem amor no coração. 

 

Ainda ressoa em nossos ouvidos o conselho de Górki, escritor oficial da Revolução Russa, que ensinava aos militantes a repulsa física ao inimigo. E a observação de Brecht, de que, se os acusados do Processo de Moscou eram inocentes, tanto mais mereciam ser fuzilados pelo bem do socialismo. Ou a declaração de Eldridge Cleaver de que estuprar mulheres brancas é um mérito revolucionário. E talvez ainda não tenha sumido da sua memória a fórmula de Che Guevara, que aconselhava “o ódio intransigente ao inimigo, ódio que impulsiona além das das limitações naturais do ser humano e converte o guerrilheiro numa eficiente e fria máquina de matar”.

 

Porque, naturalmente, nenhum desses cavalheiros, e gente da estirpe de Mao, Stalin, Guevara, Pol-Pot, Ceausescu, ou Fidel Castro disse ou praticou essas aberrações criminosas por ódio. Odiento é você, que sai contando para todo o mundo que eles as disseram e praticaram.

 

É com base na peculiar lógica comunista dessa conclusão que, por exemplo, o Fórum Social Mundial pode ostentar a bandeira da “paz”, entendendo por “paz” a suspensão das ações americanas no Afeganistão, que mataram umas centenas de pessoas, mas não a a da ocupação chinesa no Tibete, que já matou mais de um milhão de pessoas.

 

Quando Orwell disse que os comunistas inventaram um novo idioma no qual amor é ódio, paz é guerra, sim é não e não é sim, ele não exagerou em absolutamente nada.

 

Duplicidade, diversionismo, camuflagem são o cerne mesmo da alma comunista!

 

E quem quer que, discutindo com comunistas ou similares, se atenha ao conteúdo literal de seu discurso, sem perceber que se destina apenas a encobrir a lógica profunda de suas ações, estará sendo feito de otário.

 

Para o revolucionário, todo discurso político, sobretudo eleitoral, é apenas utensílio. Utensílio tão provisório, tão descartável quanto uma tira de papel higiênico ou uma camisinha. A conquista definitiva do Poder, o controle absoluto do Estado, a destruição completa das oposições, tais são, hoje como sempre, os únicos objetivos daqueles que se dizem “esquerdistas” de um novo tipo, “convertidos à democracia”, mas que continuam usando, como se fossem instrumentos legítimos do processo democrático, as mesmas armas comunistas de sempre: incentivar e legitimar a violência das massas (denunciando histericamente a reação dos agredidos), desmantelar desde dentro e desde cima o aparato militar, policial e judiciário, manipular e alterar o sentido das leis, controlar os meios de informação, o ensino, as fontes de energia e a rede viária, fomentar o banditismo e depois culpar por ele a sociedade capitalista.

 

Discutir economia ou administração com esses farsantes é cair num jogo sujo, é desempenhar nessa pantomima precisamente o papel que eles reservaram para suas futuras vítimas. Só o que cabe é desmascara, por trás de suas alegações variadas, artificiosas e desnorteantes, a constância e a lógica implacável da sua estratégia de conquista.

 

Pelas mesmas razões, é inútil tentar combatê-los com acusações de corrupção banal, idênticas àquelas com que eles destroem facilmente as reputações de seus adversários. Primeiro porque a parcela ideologicamente intoxicada do eleitorado que constitui o contingente dos seus votantes fixos, não se escandaliza com atos desonestos cometidos por seus líderes, que lhe parecem vir em proveito da revolução. Segundo, porque a organização empenhada na luta por um objetivo geral que é mau, desonesto e pérfido em essência há de tratar sempre de ser a mais honesta possível nos detalhes instrumentais da política diária (Nota do Autor: essa foi a grande falha das lideranças petistas no Brasil e a que, ironicamente, impediu que o país caísse sob o jugo comunista,num primeiro ataque), não só para evitar problemas de percurso mas também para poder prevalecer-se de uma aparência enganosa de superioridade moral: nada mais rígido do que o moralismo interno das máfias e dos partidos revolucionários.

 

Não se iluda: para você, debatedor honesto, uma prova de incoerência é um golpe mortal desferido a um argumento. Para ele, a incoerência pode ser apenas um instrumento precioso para induzir o adversário à perplexidade e subjugá-lo psicologicamente. Para você, a contradição entre atos e palavras é uma prova de desonestidade. Para ele é uma questão de método. A própria visão do confronto polêmico como uma disputa de idéias é algo que só vale para você. Para o revolucionário, as idéias são partes integrantes do processo da luta pelo poder; elas nada valem por si. Podem ser trocadas como meias ou cuecas. Todo revolucionário está disposto a defender o “x” ou o contrário de “x”, conforme as conveniências táticas do momento. E, se você por acaso o vence na disputa de “idéias”, ele tratará de integrar a idéia vencedora num jogo estratégico que a faça funcionar, na prática, em sentido contrário ao do seu enunciado verbal. Você ganha, mas não leva.

 

Você não pode derrotar o revolucionário mediante simples “argumentos”. A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa vencer debates, mas usar como instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade dos argumentos. Provar que um esquerdista está errado nada significa. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso e perfidamente maquiavélico por trás de sua aparência de debatedor polido e civilizado. Faça isso e você o fará chorar de desespero, pois, no fundo, ele se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem tecida com a pele de adversário ingênuo.

 

Não, a perfídia esquerdista não será jamais vencida por meio de tímidas mordidas na beirada. É preciso feri-la no coração. E esse coração chama-se ESTRATÉGIA. Ou literalmente os desmascaramos, ou nos conformamos em vir a ser governados por um Pol-Pot, um Stalin ou um Fidel Castro.

 

 

( Olavo de Carvalho no Jornal “O Globo” em 02 de fevereiro de 2002)

 

 

Resultado de imagem para olavo de carvalho

 

 







79 post(s) encontrado(s)

[1] [2] [3] [4] [Próxima]


REDE SOCIAL


CURTA nossa página no Facebook    

NAVEGAÇÃO

CONTATO

 

PAULO MONTEIRO

(11) 98664-8381

(48) 9629-4000

cultseraridades@gmail.com