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27/03/2013

Paul McCartney em Porto Alegre ( "Up & Coming Tour" 07/11/2010)

Paul McCartney em Porto Alegre ( "Up & Coming Tour" 07/11/2010)

PAUL   McCARTNEY       EM      PORTO   ALEGRE

Paul McCartney em Porto Alegre ( "Up & Coming Tour" 07/11/2010)

08 de Dezembro de 1980!... “ O sonho acabara” : detonado pelas balas de um fã ensandecido e psicótico, John Lennon, o genial, inquieto e provocante “cabeça” dos Beatles, tinha acabado de ser assassinado às portas do prédio onde fixara residência no Central Park de Nova Iorque. E, com ele - porta-voz e ícone máximo - os sonhos de toda uma geração que junto a mim vivenciara a grande Revolução existencial dos “sixties”: o “flower power” riponga, Martin L. King, os movimentos de ascensão das minorias étnicas e sexuais, a emancipação feminina, a pílula, Timothy Leary, Ginsberg e a geração “on the road”, eternos discípulos andarilhos de Kerouac, que um dia quis acreditar nas “trips” alucinógenas e no chamado sex, drugs & rock’n’roll, tudo isso parecia esvair-se por entre lágrimas e um soluçar convulso, juntamente com um mundo que ficaria definitivamente para trás. Naquele momento éramos todos “Viúvas de Lennon”! Para o jovem adulto, que passara boa parte da adolescência e da juventude seduzido e embalado pela espetacular revolução musical deflagrada pelo quarteto de Liverpool, e que sempre se orgulhara de apregoar que a primeira “bolacha” que havia adquirido, nos idos de 67, tinha sido o emblemático e inovador “Sargent Pepper’s” dos Fab Four, os fatídicos acontecimentos daquele dia cinza no coração da Big Apple, muito mais do que apenas uma tragédia em um mundo crescentemente saturado delas, sinalizavam-me claramente o fim de um ciclo, sonhadoramente embalado pelas músicas dos Beatles e um corte definitivo com um mundo que um dia houvera sido real. Emoção relativamente parecida eu só viria experimentar dois anos após, com a morte de Elis, e, em outra escala bem mais dolorosa e pessoal, num outro Dezembro sombrio de 1994, mas aí a história já falava de outros sóis e outros mares! Não que eu tivesse sido desde sempre um fã declarado dos Beatles; na verdade, nos anos 60 e 70, até preferia idolatrar os trinados melodiosos dos irmãos Gibb, dos excelentes tempos de “Horizontal” e “Odessa” e ainda distantes dos rebolados de “Saturday Night Fever” e da febre das “discos” que tomou o mundo de assalto após 1977, talvez até mais por despeito ou emulação juvenis, na época, o que me converte em desavisado romântico, um tanto menos envergonhado apenas,que o senso crítico e o distanciamento trazido pelo amadurecimento – cronológico e musical – acabaram por corrigir, mas assim mesmo um réu confesso! Mas como não perdoar os pecadilhos inflamados de um jovem sonhador? Idiossincrasias musicais à parte, os Beatles foram sempre, coletiva ou isoladamente, o referencial maior de uma vívida paixão pela música popular. É esse perdão que, daqui a poucas horas no Gigantinho da agradabilissima capital gaúcha, qual moderno Egas Moniz tupiniquim, tentarei prazerosamente resgatar , com o baraço ao pescoço a prestar vassalagem eterna e contrita a essa lenda máxima da história da música popular, como que encenando no imaginário da metafísica uma redenção e uma aproximação tangencial entre duas vidas que correram em paralelo e quase que à revelia uma da outra! De fato, após a morte de George, o terceiro beatle genial – já que Ringo nunca passou de um esforçado e simpático coadjuvante – resta Sir Paul McCartney , o lírico e genial melodista do quarteto, a encenar provavelmente o “canto do cisne”, em um “tour” mundial que pode prenunciar a mais do que merecida aposentadoria, no qual desfilará em quase 03 horas de espetáculo os sucessos de sua triunfal carreira, solo, com o Wings e, “last but not least”, com os Beatles, para receber as homenagens deste velho e emocionadíssimo fã e, certamente, de tantos outros admiradores de literalmente TODAS as gerações. Afinal, que outro artista vivo da música popular em todo o mundo poderia mexer com a emoção global e vangloriar-se de tal aprovação geral e abrangente, atualmente??? O roteiro do espetáculo certamente obedecerá a um roteiro mais do que previsível de estrondosos sucessos e eternas melodias que povoam as memórias e sonhos de todos os que de alguma forma transitaram por este plano existencial, da década de 60 para cá... mas isso, na verdade, só engrandecerá o show e o tornará absolutamente inesquecível: afinal é uma das partes mais belas do roteiro de minha própria vida – e, certamente, de tantos colegas de jornada - que estará em desfile nestas 03 breves horas de encantamento e magia!







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