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11/11/2013

PLANETA TERRA 2013 - S. Paulo 09/11/2013

PLANETA TERRA 2013


PLANETA TERRA 2013

 

 

A Sétima Edição do Planeta Terra, adequadamente instalada no amplo espaço do Campo de Marte, na Zona Norte de S. Paulo, não prescindiu sequer desfile de monomotores de sua pista de aviação, como "background" poético, para literalmente “ decolar” em grande estilo.

Mesmo não ostentando os nomes mais chamativos de edições anteriores (como Kings of Leon ou Kaiser Chiefs) uma multidão imensamente colorida e pacífica acorreu ao espaço para conferir a maratona de boas atrações programadas para este ano em dois palcos monumentais – o Smirnoff e o Terra; em sua atual edição, o Planeta Terra promoveu inovações, como a transmissão com dois sinais simultâneos em HD, o que permitiu que o festival fosse acompanhado pelos internautas da América Latina tanto em computadores quanto em “smartphones” e “tablets” e também melhoramentos substanciais na estrutura de serviços, com instalações sanitárias dignas e bem localizadas, além de vários pontos de vendas de comes e bebes com boa diversidade de opções e dois acessórios de diversão patrocinados pelo Banco do Brasil: uma roda gigante e um tobogã que fez a delícia dos mais afoitos; para o público adulto e mais “ relax” estava reservado um confortável “ lounge”....

 

 

Pontualmente – aliás uma constante em todos os “ shows” - os Palma Violets fizeram a primeira aparição de atrações internacionais no palco Smirnoff” ; uma das sensações do novo rock britânico, fizeram uma apresentação empolgante marcada pelos ¨rocks” curtos sob influência direta dos The Smiths e dos The Strokes e baseada em seu único trabalho “180” e no “ single” de trabalho, “ Best of friends”, que foi considerada a melhor canção “ indie” de 2012, pela conceituada New Musical Express.

 

Os escoceses do Travis adentraram o palco principal antecedidos pelos acordes iniciais de “ Cello Song” do genial Nick Drake, sem dúvida uma oportuna homenagem, e alternaram hits de seus trabalhos anteriores como “ Why does it always rain on me?” , “ Sing” e “ Happy”, que finalizou a apresentação deles, com as músicas de seu último trabalho “ Where you stand” lançado este ano após um prolongado período de inatividade; apesar de terem feito sucesso no início deste século com seu “ pop” bem acabado e serem influências confessas de bandas como Coldplay e Keane, o Travis nunca tinha se apresentado no Brasil, o que os deixou surpresos com a calorosa receptividade do público mesmo em músicas mais lentas e modorrentas e levou o simpático vocalista Fran Healy a se jogar, carregado nos ombros pelos seguranças do evento, num afável “ corpo a corpo” com a turma do gargarejo.

 

Para sacudir um certo torpor da tarde calorenta e da glicose melodiosa da banda escocesa, sobretudo no trecho final, uma boa opção foi assistir ao “ show” do coletivo da Filadélfia, The Roots, com várias nomeações para o Grammy e colaborações muito bem sucedidas com gente como John Legend (“ Wake Up” de 2010) e a mais recente, deste ano, com Elvis Costello no ótimo “ Wise up ghost”, já comentada por este website (http://www.cultseraridades.com/telegraficas-detalhe.php?id=37&A++mais++recente++diabrura++de++Elvis++Costello ); centrado em “Undun” o décimo-terceiro trabalho deles, de 2011, eles mostraram a ótima receita de néo-soul, blues, e hip-hop com forte tempero jazzístico e muita técnica e empolgaram a assistência presente sobretudo quando misturaram suas músicas com “ covers” brilhantemente repaginadas de “ Sweet child o' mine” e “ Immigrant Song”; uma apresentação performática altamente energética e com muito “punch” e que forneceu o aperitivo adequado para a apresentação de Beck, que fecharia os “ shows” no palco Smirnoff .

 

Lana del Rey, a nova-iorquina que surgiu como fenômeno de internet, com seu jeitinho de “ pin-up” cinematográfica, era talvez uma das presenças mais aguardadas pela horda de pubescentes “ new romantics” carregando guirlandas de flores na cabeça e desfilou seus “ hits” sensuais (com destaque para “ Video Games” e para a “cover” - mais uma - de “ Knocking on Heaven's Door” de Dylan ) em forte contraste com o figurino angelical ostentado pela doce vocalista, num “show” intimista e certamente mais adequado a espaços não tão amplos, mas que acabou casando com o propósito de diversidade pretendido pelo festival e que contribuiu para o comparecimento festivo e multi-colorido de literalmente todos os pares de todas as tribos em manifestação de romantismo explícito.

 

Mas o melhor ainda estava por vir e ocorreu com a entrada em cena do geniozinho angeleno, Beck Hansen; iniciando a apresentação com a dançante “ Devil's Haircut”, single de seu trabalho mais marcante, “ Odelay” de 1996, e surpreendendo o público com a inclusão de “ Loser” seu hit mais conhecido levado em coro pelo público, já na terceira música, o artista literalmente arrebatou a plateia (muitos ostentando o característico chepeuzinho, marca registrada do excêntrico astro) e seduziu a todos ostentando um impressionante e caleidoscópico caldeirão de ritmos que alternou momentos delicosamente “ viajantes” a outros de diabolicamente dançante “ suíngue”, que incluiram a flamejante versão de “Billie Jean” (vocês todos sabem de quem...). Um iconoclasta musical e produtor e colaborador dos mais requisitados, por gente tão diversa como Philip Glass, Thurston Moore, líder do Sonic Youth, Seu Jorge, Nosaj Thing e Memory Tapes, Beck nunca teve pudor em abordar os mais diferentes estilos, como o “reggae”, a eletrônica, o “rockabilly”, o R&B e até os ritmos latinos, como a Bossa Nova, todos eles presentes equilibradamente num “ show” de noventa minutos de técnica e elegância prodigiosas e que incluiu desde seus maiores sucessos, como “ Modern Guilt” e “ Lost cause” a músicas mais obscuras de sua carreira já longa e consolidada. Um delírio musical que proporcionou indubitavelmente os melhores momentos da edição deste ano.

 

Já o Blur do vocalista Damon Albarn, um dos grandes da trilogia do ouro do “britpop” (os outros dois foram o Pulp de Jarvis Cocker e o Oasis dos manos Gallagher), trouxe de volta o bom e velho “rock'n'roll”, um tanto ou quanto ausente desde a apresentação dos Palma Violets. Já na introdução com “ Girls & Boys” o grupo não deixou dúvidas que vinha para agradar em cheio à assistência e alternou bons momentos introspectivos a outros que reavivaram a memória de roqueiros trintões e quarentões, fãs de “ britpop”, em sucessos como “ There's no other way”; uma apresentação correta e um tanto previsível que encerrou condignamente uma ótima edição do festival. Que venham outras!!!!

 

Veja aqui o vídeo de Beck  cantando  " Loser"  no  Planeta  Terra  2013:

 

 

 







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