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09/02/2017

A RELATIVIDADE DA MORAL


A RELATIVIDADE DA MORAL

 

 

 

 

 

 

 

 

“Como  se dá que ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelhem a estados da alma?” , pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a idéia do que a música pode suscitar nos ouvintes. Devido à sua perturbadora sensualidade, Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da “polis”; Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao pecado da “lascívia musical”; Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos, volúpia e efeminação que ela provoca; Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação; Adorno viu na ascensão do jazz americano, no pós-guerra, um sintoma de regressão psíquica e de “capitulação diante da barbárie”.

 

 

O que todo esse medo da música, ou de certos tipos de música, sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo o que afirmam, a crença num suposto perigo moral da música, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros? O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, eles sabiam do que estavam falando.

 

 

(Eduardo Giannetti  em “Trópicos Utópicos”)

 

 

 

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