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25/04/2017

Retalhos a granel de Paulo Monteiro, Parte III

A CASA CAÍU, MAS NÃO RUÍU


A CASA CAÍU, MAS NÃO RUÍU

 

 

Gente, não há como não falar uma coisa que pode escandalizar muita gente que, mesmo depois de tudo isso que estamos presenciando, ainda não caiu na real, mas que é uma conclusão óbvia: o sistema de governo no Brasil foi montado baseado exclusivamente na CORRUPÇÃO. Quase todos os eleitos entram na política "para se dar bem". E, não duvide, eles vão se dar bem a qualquer custo. E, pode escrever algo que, aliás, não passa de uma constatação óbvia: ou os políticos entram no “esquema”, ou eles estão fora da “carroça” do Governo, do Poder e da “grana” neste país. Quem está ligado a qualquer órgão público - ou a grandes empresas, comerciais, industriais ou financeiras deste país - sabe perfeitamente disso, com maior ou menor grau de visibilidade. E isso é uma estrutura que já existe desde muitos anos no Brasil e que foi mais ou menos, de forma bem transparente, aquilo que os empresários da Odebrecht afirmaram fria e cinicamente quando a casa caiu para todos os envolvidos.

 

E, diga-se de passagem, a casa só caiu porque os governos petistas, embora não tenham criado tal estrutura abjeta, elevaram esses procedimentos a níveis estratosféricos e abalaram inteiramente a estrutura do país (e não apenas pelos níveis escandalosos de roubalheira, mas também pelo desgoverno, pela incompetência absoluta, pelos conchavos com governos párias e organizações criminosas e pelas diretrizes totalmente equivocadas que tentaram imprimir ao país) mexendo com a tradicional indiferença e omissão do grosso da população.

 

E, não sei se por Deus ser de fato brasileiro, como tanto gostamos de nos jactar – e a estas alturas dos acontecimentos não dá pra duvidar que não seja mesmo, tantas são as evidências que comprovam o ditado luso: “ao menino e ao “borracho” (bêbado em lusitano "castiço") põe-lhes Deus a mão por baixo”; só nos resta mesmo esclarecer quais dessas criaturas somos nós, brasileiros, se meninos ou “borrachos”, mas que tem mão do Criador a guiar-nos os passos trôpegos , ah isso tem – a verdade é que tivemos a sorte dos “bad guys” serem de fato muito incompetentes e “goeludos” e, por outro lado, eles tiveram a enorme infelicidade (para eles, obviamente)de terem tido um Juiz Dr. Sérgio Moro na trajetória deles. 

 

Por que com o terreiro verde e amarelo escancarado e o tapete vermelho acenando com a garantia da IMPUNIBILIDADE, que sempre foi uma característica notória da cultura nacional, não é de espantar que, após tantos anos de notórios escândalos e roubalheira não tenha havido nenhum “cristão” pra rezar uma missa pela pátria dolosamente subtraída, nem sequer um Pai Nosso pela vítima espoliada a céu aberto; pelo contrário, o que não faltaram foram “infiéis” para se locupletarem e celebrarem cultos dionisíacos do enriquecimento fácil e ilícito; uns mais, outros um pouco menos ferozes, mas a “religião” de quase todos eles apenas visou cultuar o mesmo “deus” pagão e guiar-se pelos mesmos princípios – ou pela ausência deles, se assim preferirem.

 

Não estou com isso absolvendo ou tentando minimizar a responsabilidade pessoal de cada um dos envolvidos. Não é essa a intenção. Até por que, graças a Deus, já estão aí a Lava-Jato e outras reações similares que vêm pipocando na esteira dela para cuidar de fazer Justiça e tentar alterar esse quadro. Só que, perante o exposto, não dá para engolir que a classe política brasileira, especificamente, diferentemente dos restantes cidadãos não ligados à Política, seja toda ela corrupta, como se isso fosse uma característica apenas de todos os cidadãos brasileiros que abraçam essa carreira; como se fossem uma classe de indivíduos à parte. Da mesma forma, nego-me a aceitar que o cidadão brasileiro seja, na essência, mais corrupto do que os demais cidadãos de outros países.

 

Acredito que o que de fato faz a diferença são três fatores essenciais que viabilizaram esse enorme vexame que protagonizamos como nação: 1) a cínica e sórdida estrutura de poder na qual se estrutura inteiramente o exercício do Poder no Brasil, 2) a apatia, o desinteresse e a desinformação do grosso da população e 3) a certeza da Impunidade, como algo solidamente enraizado na cultura nacional.

 

De forma que, tão ou muito mais importante do que um movimento de indignação contra as “ratazanas” apanhadas em flagrante delito pela Lava-Jato, é necessário que haja de fato uma indignação e uma mobilização coletiva, talvez de maior intensidade do que a que vem se manifestando contra a classe política como um todo, inicialmente para estar alerta e lutar para barrar todas as eventuais “manobras” que a classe política em desespero e acuada fatalmente tentará criar para se perpetuar na “mamata” e, em seguida, para pressionar os Poderes da Nação para que haja uma mudança profunda urgente e que evite o ressurgimento de uma crise ética, social e política como a que agora atravessamos.

 

E, acredite, se isso não acontecer, se não modificarmos substancialmente os três fatores "cancerígenos" que cito, mesmo havendo a punição adequada aos infratores de agora, como se torce e espera, não será uma nova eleição, em 2018, mesmo com a mudança de todos os atores que protagonizaram este enredo vergonhoso, que irá mudar esse panorama no Brasil, no futuro. E continuaremos a chafurdar no lameiro do subdesenvolvimento e do atraso, entregues ao oportunismo, ou até mesmo ao “saque” de sucessivas lideranças políticas, que surgirão, com o mesmo despautério das atuais, atraídas pela porteira escancarada de nossos tesouros e nós ironicamente “deitados eternamente em berço esplêndido”, como apregoa um dos símbolos maiores de nosso patriotismo, o Hino Nacional.

 

Afinal, a casa apenas caiu, mas não ruiu. Os alicerces podres que a sustentaram e mantiveram em pé por longos anos continuam aí, intactos e prontos a abrigar novos inquilinos que reconstruam o mesmo instável e deteriorado edifício que a nossa cegueira e omissão teima em não lutar para deitar abaixo. Definitivamente!

 

 

Complemente a leitura deste artigo lendo também: 

“A kakistocracia brasileira”   da autoria de Eduardo Guerini, aqui mesmo no

Cults & Raridades.

 

 

 

 







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