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12/07/2017

Retalhos a Granel de Paulo Monteiro, Parte VI

É FESTA NO PAÍS DE SÉRGIO MORO


É FESTA NO PAÍS DE SÉRGIO MORO

 

 

 

 

 

 

Não! Não é final de Copa do Mundo no país do futebol! Nem o Brasil foi hexa, que se Deus quiser será. Se os “panzers” alemães não atolarem de chucrute e “eisbein” a nossa feijoada, e os “milongueiros” companheiros do fenomenal Lionel Messi não teimarem em colocar um tango ardido no embalo do nosso pagode, como sadicamente sempre se esmeram em fazer, quando percebem o ronco da cuíca e do tamborim chegando. Isso para nem mencionar, por exemplo, os surpreendentes portugueses do CR7 e os “carcamanos”, eternos rivais no esporte, que precisam encarar “fondues”, “paellas” e sabe Deus que outros pratos indigestos da culinária internacional para validarem a pretensão de encarar Neymar & Cia., em 2018.

 

Mas, por enquanto, que a “uruca” futebolística de alguns insucessos recentes de tão triste memória fique bem distante: é Carnaval do Oiapoque ao Chuí, movido a samba de fundo de quintal, simples e contagiante como a alma deste povo tropical. Hora de lavar a jato este coração embolorado, ultimamente confinado ao Limbo da Vergonha e do descrédito internacional, por obra de sucessivos golpes baixos contra ele impiedosamente desferidos pelos servos da corrupção, do ilícito, da mentira, da dissimulação e do crime.
Mas,  VAI PASSAR,  ora  se  vai. Já  está  passando.

 

Não se trata de festejar pela desgraça de quem quer que seja, mesmo que esse alguém seja uma das criaturas mais nocivas, densas e trevosas que já nasceram neste país, que é berço de um povo que com tanta espontaneidade cultiva a leveza e a alegria, como é o caso de Luís Inácio Lula da Silva. Trata-se de entender que a condenação desse cidadão, que é o verdadeiro Chefe da Quadrilha que, durante a vigência do lulopetismo no governo, tentou montar uma estratégia de perpetuação no Poder, conduzindo o país rumo ao abismo do totalitarismo comunista e instituindo para tal uma metódica e sistemática política de saque aos bens públicos, sem o menor pudor, a céu aberto e em proporções estratosféricas jamais atingidas por nenhum outro Governo corrupto similar no Mundo, é o marco inicial e o símbolo absolutamente necessário que o país necessitava para sinalizar o início dessa reação que busca reconduzir o país aos bem-vindos trilhos da Ordem e da Justiça. Trilhos esses que nos últimos anos teimavam em manter-se na completa obscuridade e a milhares de quilômetros distantes das fronteiras nacionais.

 

Sim, a luta está apenas começando e será muito, muito árdua. E o final feliz irá sempre depender da participação de todos. Não se enganem e estejam bem preparados, porque o perigo é real e ameaçador. Mesmo assim, não cabe em momento algum tentar minimizar o feito hoje conquistado na luta contra a corrupção e contra a impunidade por todos os brasileiros que ainda guardam o sentido do correto e que têm o coração verde e amarelo - e não vermelho como tantos ainda nos querem impor - alegando que o citado cidadão apenas foi condenado, mas de fato não foi preso e aguardará outras instâncias provavelmente incertas em liberdade, para que se decida então o destino merecido que a grande maioria espera, com inteira justiça, diga-se de passagem. No entanto, com toda a sinceridade, tal atitude neste momento apenas demonstra certa avaliação fora do realisticamente possível e um negativismo antipatriótico e precipitado que não é bem vindo em circunstância alguma.

 

Basta entender que a sentença condenatória em primeira instância, é, desde já, um marco absoluto nos anais jurídicos da nação, se for levado em conta que se condenou um ex-presidente da República, alguém que até pouco tempo atrás era divinizado pela grande maioria da população brasileira e que responde ainda – acredite se quiser, mas não se espante tanto: isso acontece com todos os líderes comunistas em outros locais do mundo, graças às táticas malévolas usadas por essa Ideologia Perversa que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva e outros agentes como ele abraçam - pelo culto devocional a ele dirigido por uma significativa, ruidosa e potencialmente perigosa parcela de fanáticos, secundados por parte da Mídia e apoiados por segmentos influentes na vida nacional, como os meios artísticos e acadêmicos e outros mais poderosos ainda. Uma vitória extremamente expressiva, portanto.

 

Não se trata sequer de conjeturar se o mencionado cidadão irá ou não escapar do merecido castigo a que seus crimes o deveriam conduzir. Honestamente, isso é absolutamente secundário agora, pois mesmo que não se consiga atingir, neste plano terrestre, a Justiça que almejamos, é inegável que a pecha que esse cidadão carregará para o resto da vida o marcará para sempre e, mesmo num país, onde a desinformação ainda é intensa, muito dificilmente será esquecida pelas massas de eleitores, que hoje - não esqueça - não é mais conduzida pela coação eleitoral difícil de ser contida do “Bolsa-Família”, conduzida pelos interesses petistas, como foi até algum tempo atrás, quando esse cidadão detinha o poder supremo no Brasil. Nem tampouco será arrefecida tão cedo, ou pelo menos não antes de 2018, como muitos temem.

 

Não um estigma tão acintosamente visível e vergonhoso, sobretudo para uma figura com a estatura pública de Lula, como a que o ex-presidente irá ostentar oficialmente a partir de hoje, tornando-o para sempre proscrito entre a comunidade dos homens de bem nesta existência, pois uma condenação ele já tem – mesmo que em primeira instância - e isso nenhuma eventual, cínica e conveniente absolvição meramente política que possa vir a ocorrer irá conseguir apagar, pois todos sabem sobejamente a verdade dos fatos; além disso, não se esqueça daquele velho ditado de sabedoria popular: quanto mais alta a criatura – o que não é o caso dele - ou a alturas mais elevadas for alçada, maior e mais vistosa será a queda. Não se deixe, portanto, conduzir pela mídia sensacionalista, cujo único objetivo é tentar criar insegurança, dúvidas e polêmicas e, com isso incendiar a opinião pública para vender notícias. É bem verdade que a luta está apenas começando e será uma batalha muito, mas muito árdua mesmo. E se o resultado final dessa disputa será feliz ou não para os destinos do país, ainda é muito incerto prognosticar, pois isso irá depender cada vez mais da participação de todos. E tal participação nem sempre é muito fácil de ser conquistada, por conta da conhecida tendência da maioria em manter-se neutra ou omissa, dentro da zona de conforto, como já foi suficientemente comprovado.  

 

No entanto, neste momento de profunda emoção e completa euforia, cabe tão somente festejar com a alma muito leve. E, sobretudo, aplaudir o tino político demonstrado mais uma vez pelo Exmo. Sr. Dr. Moro, esse Artur Juiz e Jovem Guerreiro que, através de uma Sentença que é um verdadeiro prodígio de sensatez e ponderação e de irrepreensível equilíbrio, apoiado por sua turma de indomáveis Cavaleiros da Távola LavaJato, e quase sempre sob o bombardeio constante e covarde das forças poderosas que se lhes opõem, conseguiu impor ao atraso e ao obscurantismo uma vitória fundamental e que ficará para sempre na História deste país como o primeiro galardão de reconhecimento de um trabalho sob o signo da Ética e da Imparcialidade, por vezes ingrato e incompreendido e que, até por isso, será lembrado como o símbolo da bravura e do patriotismo de um verdadeiro Herói.

 

Obrigado Dr. Moro. Seja o que for que possa vir a acontecer, a Nação brasileira, aliviada, com imensa emoção o aplaude agradecida, e sem dúvida continuará reafirmando o apoio irrestrito à sua causa, que é também a de todos aqueles que lutam por um Brasil mais justo e progressista, sempre acreditando que a Justiça, por mais lenta que possa vir a ser, cumprirá inexoravelmente o seu papel regulador. Mesmo num Plano ainda tão precário, como é o nosso.

 

 

SOMOS TODOS MORO

 

 

 

 

 

"Ai que vida boa, olerê

Ai que vida boa, olará

O estandarte do sanatório geral vai passar

Ai que vida boa, olerê

Ai que vida boa, olará

O estandarte do sanatório geral 

Vai passar"

 

(Chico Buarque)

 

 







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